Conheça a história de Mundi, a elefanta que viveu décadas em cativeiro em Porto Rico e foi resgatada em uma complexa operação para um refúgio de 850 acres.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A elefanta Mundi, de 41 anos, iniciou uma nova vida após passar quase 35 anos em isolamento em um zoológico em Porto Rico. Em uma complexa operação logística, a animal de 3.600 kg foi transportada em um avião Boeing 747 para um santuário de 850 acres na Geórgia, Estados Unidos. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Nascida no Zimbábue em 1982, a história de Mundi é marcada por traumas. Aos dois anos, ela ficou órfã após um abate em massa de elefantes organizado pelo governo local, conforme relatado pela organização Proteção Animal Mundial. Ela foi um dos 63 filhotes resgatados e levados para os Estados Unidos por um milionário.
Após um período em circos, onde foi atacada por outro elefante e ficou cega de um olho e com uma presa danificada, Mundi foi vendida em 1988 para o zoológico de Mayaguez, em Porto Rico. Lá, ela viveu as três décadas e meia seguintes sozinha, em um pequeno recinto, sendo explorada para entretenimento e posando para fotos com turistas.
O zoológico de Mayaguez foi forçado a fechar após o Departamento de Agricultura dos EUA cancelar sua licença em 2018 por dezenas de violações de bem-estar animal. Em fevereiro de 2023, o Departamento de Justiça americano ordenou a realocação de todos os animais, abrindo caminho para o resgate de Mundi.
A transferência, realizada em 12 de maio de 2023, foi uma parceria entre a Proteção Animal Mundial e a Elephant Aid International (EAI). A operação envolveu:
Operações como essa são um enorme desafio logístico e financeiro, como visto em outros resgates de elefantes, que exigem planejamento minucioso para garantir a segurança de animais tão grandes e pesados.
O novo lar de Mundi é o santuário Elephant Refuge North America (ERNA), um refúgio de 850 acres (cerca de 344 hectares) com colinas, florestas e um lago. No local, que não é aberto à visitação, ela receberá cuidados individualizados e terá autonomia para explorar o ambiente e interagir com outros elefantes após um período de adaptação.
"Mundi sofreu em cativeiro a vida inteira, e estamos ansiosos para cuidar dela e dar-lhe a vida que ela merece”, afirmou Carol Buckley, fundadora da Elephant Aid International, em comunicado.
Mundi vive no santuário Elephant Refuge North America (ERNA), localizado em Attapulgus, na Geórgia, EUA. O local é um refúgio de 850 acres dedicado à reabilitação de elefantes resgatados de cativeiro.
O zoológico Mayaguez, em Porto Rico, foi fechado após perder sua licença do Departamento de Agricultura dos EUA em 2018 devido a inúmeras violações de bem-estar animal, incluindo falta de cuidados veterinários adequados e condições precárias de confinamento.
Mundi, que pesa 3.600 kg, foi transportada em um contêiner especial. A jornada incluiu um trajeto de caminhão até um aeroporto em Porto Rico, um voo em um avião cargueiro Boeing 747 até a Flórida, e um trecho final de caminhão até o santuário na Geórgia.
A jornada de Mundi do isolamento em um pequeno recinto para a vastidão de um santuário representa uma vitória para a conservação e o bem-estar animal. Sua história destaca a crueldade da exploração de animais silvestres para entretenimento e a importância de santuários que oferecem uma segunda chance para uma vida com dignidade.
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