Moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, Bambi, Maia e Guillermina foram flagradas farejando em direção ao primeiro macho a viver no local.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
As elefantas Bambi, Maia e Guillermina, antigas moradoras do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), já perceberam a chegada de um novo integrante: Sandro, o primeiro macho a viver no local. Atualizado em 25 de setembro de 2026. Mesmo separados por uma lagoa e em recintos diferentes, as três foram flagradas farejando o ar com as trombas erguidas, demonstrando curiosidade com o cheiro inédito, conforme relatado pela instituição.
O comportamento das três elefantas chamou a atenção da equipe do santuário, localizado em Chapada dos Guimarães (MT). Segundo a instituição, não é comum ver Bambi, Maia e Guillermina agindo de forma sincronizada ao farejar (Só Notícia Boa). Elefantes possuem um olfato extremamente apurado e conseguem detectar a presença de outros animais a longas distâncias, além de perceberem vibrações sonoras inaudíveis para humanos (Conexão Planeta).
Para Bambi, que tem a visão comprometida, o olfato é um sentido ainda mais crucial para entender o ambiente ao seu redor, o que tornou a cena ainda mais significativa para os cuidadores (Poconé Online).
Apesar da curiosidade mútua, um encontro entre Sandro e as fêmeas não deve acontecer tão cedo. O elefante, de aproximadamente 54 anos, está em um período de quarentena e adaptação em um recinto separado, onde a elefanta Baby esteve anteriormente (Só Notícia Boa). O objetivo do santuário é a reabilitação e o bem-estar de animais resgatados, e a instituição possui uma política que proíbe a reprodução em cativeiro (CenárioMT).
Dependendo da localização nos recintos, os animais podem se enxergar à distância, mas o contato físico será evitado até que a equipe considere seguro e apropriado para todos (MT Fatos).
Sandro chegou ao Mato Grosso em 18 de setembro, após uma viagem de mais de 1.600 quilômetros desde o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viveu por 44 anos (Só Notícia Boa). Desde sua chegada, ele tem demonstrado uma rápida adaptação, explorando a vegetação, tomando banhos de terra e lama e até escolhendo dormir ao ar livre, algo que talvez não fizesse há décadas (Conexão Planeta).
Sandro está em um período de quarentena para adaptação e monitoramento de sua saúde. Além disso, a política do Santuário de Elefantes Brasil não permite a reprodução em cativeiro, mantendo machos e fêmeas em espaços separados para focar no bem-estar dos animais resgatados.
Com a chegada de Sandro, o santuário agora abriga sete elefantes: seis fêmeas (Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby) e um macho, Sandro (MT Fatos).
É uma organização sem fins lucrativos em Chapada dos Guimarães (MT) dedicada ao resgate e reabilitação de elefantes que viveram em circos e zoológicos, oferecendo um ambiente natural para que recuperem seus comportamentos típicos (G1).
A reação curiosa de Bambi, Maia e Guillermina marca o início de uma nova dinâmica social no santuário. Enquanto as elefantas se acostumam com a presença do primeiro macho, Sandro continua seu processo de adaptação, desfrutando da liberdade e do espaço que seu novo lar proporciona após uma vida inteira em cativeiro.
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