Um raro nascimento de elefante-marinho-do-sul foi registrado em Jaguaruna (SC). A espécie costuma se reproduzir apenas na Patagônia. Entenda o evento.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um raro nascimento de um filhote de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) foi registrado neste sábado (26) em uma praia de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Atualizado em 28 de setembro de 2026. O evento é considerado histórico por especialistas, pois a espécie costuma se reproduzir exclusivamente em colônias na Patagônia Argentina.
A fêmea era monitorada pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) desde sexta-feira (25). O nascimento foi confirmado na manhã de sábado, mobilizando também o Corpo de Bombeiros Voluntários e a Polícia Militar Ambiental para isolar a área e garantir a segurança dos animais.
Segundo a coordenadora do PMP, Morgana Gaidzinski, o acontecimento é de grande relevância. "É um fato para nós, vamos dizer assim, histórico. É muito relevante para o nosso Litoral", comentou em entrevista ao G1.
O litoral catarinense não é uma área de reprodução para os elefantes-marinhos. A espécie geralmente forma suas colônias reprodutivas muito mais ao sul do continente, na Patagônia.
Este é o segundo registro do tipo no Brasil. O primeiro nascimento de um elefante-marinho em território brasileiro ocorreu em outubro de 2024, na cidade de Garopaba, também em Santa Catarina, e foi considerado inédito na época.
A mãe e o filhote devem permanecer na praia por cerca de três semanas. Durante este período, a fêmea não se alimenta e amamenta o filhote com um leite extremamente rico em gordura, o que garante seu rápido desenvolvimento. Uma área de isolamento de 50 metros foi criada, e o PMP-BP fará o monitoramento diário.
A principal recomendação das autoridades é que o público não se aproxime. O estresse causado pela presença humana pode fazer com que a fêmea abandone o filhote, colocando sua sobrevivência em risco.
Trata-se de um elefante-marinho-do-sul, de nome científico Mirounga leonina. Eles são nativos de colônias na Patagônia Argentina e podem atingir até 6 metros de comprimento e 5 toneladas.
A fêmea permanece com o filhote por aproximadamente três semanas para amamentação. Nesse período, ela jejua e utiliza suas próprias reservas de gordura para produzir o leite.
Não. Este é o segundo caso registrado. O primeiro nascimento de um elefante-marinho no Brasil ocorreu em outubro de 2024, na cidade de Garopaba, também em Santa Catarina.
O nascimento do filhote de elefante-marinho em Jaguaruna é um marco para a fauna marinha do Brasil, reforçando a importância do monitoramento ambiental e da conscientização pública para a proteção de espécies que visitam o litoral do país.
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