Após quatro décadas em cativeiro, o elefante Sandro inicia uma nova vida no Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso. Sua chegada foi notada imediatamente por três elefantas, que reagiram à distância. Entenda a história e como ele está se adaptando.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A chegada do elefante Sandro ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães (MT), após mais de 40 anos em cativeiro, provocou uma reação imediata e curiosa em três fêmeas residentes. Bambi, Maia e Guillermina foram flagradas parando suas atividades e erguendo as trombas, um sinal claro de que haviam detectado a presença do novo morador, mesmo a metros de distância. Atualizado em 24 de setembro de 2026.
A reação das elefantas não foi por acaso. Segundo publicações do santuário, elas conseguiram detectar a presença de Sandro por meio de vibrações sonoras de baixa frequência e pelo cheiro, capacidades sensoriais aguçadas que os humanos não possuem. Um vídeo divulgado pela instituição mostra o momento em que as três, caminhando próximas a um lago que as separa do recinto de Sandro, farejam o ar na direção dele. A chegada de um macho trouxe um odor completamente novo ao ambiente, despertando o interesse das fêmeas.
Sandro, um elefante asiático de aproximadamente 54 anos, demonstrou uma adaptação surpreendente ao novo lar. Logo após sair da caixa de transporte, ele passou quase 40 minutos jogando terra e lama sobre o corpo, um comportamento natural da espécie para proteger a pele. Em uma de suas primeiras noites, ele escolheu dormir ao ar livre, algo que provavelmente não fazia há décadas. A equipe do SEB relata que ele explora ativamente a vegetação, já descobriu o gosto por melancia e sua pele cinza, característica de animais em cativeiro, está gradualmente ganhando a tonalidade avermelhada da terra local.
Antes de chegar ao santuário, Sandro viveu cerca de 44 anos no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Sua história inclui passagens por um circo e um zoológico na Holanda, após ser capturado na Ásia ainda filhote. Por 25 anos, ele conviveu com a elefanta Haisa, mas ficou sozinho após a morte dela em 2020. A transferência para Mato Grosso foi resultado de uma disputa judicial movida pelo Ministério Público de São Paulo, que argumentou que as condições do recinto e a solidão poderiam prejudicar seu bem-estar.
As elefantas Bambi, Maia e Guillermina reagiram por perceberem a presença de Sandro através de seu olfato aguçado e da capacidade de sentir vibrações sonoras de baixa frequência, mesmo à distância. A chegada do primeiro macho ao local representou um cheiro novo e significativo para elas.
O santuário fica localizado na Chapada dos Guimarães, no estado de Mato Grosso. É uma instituição focada na reabilitação e bem-estar de elefantes resgatados de circos e zoológicos.
Não. O Santuário de Elefantes Brasil não tem como objetivo a reprodução de animais em cativeiro. O foco da instituição é proporcionar bem-estar e reabilitação para elefantes idosos. Por isso, Sandro permanecerá em um recinto separado das seis fêmeas que vivem no local, sem contato direto.
A transferência de Sandro para o santuário em Mato Grosso representa um novo capítulo de liberdade e bem-estar para um animal que passou a maior parte da vida em cativeiro. A reação das elefantas à sua chegada e sua rápida adaptação ao novo ambiente são sinais positivos de que a mudança foi benéfica, encerrando uma longa disputa judicial e oferecendo a ele uma vida mais digna em seus anos finais.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.