Uma leva recorde de filhotes de esturjão, incluindo de uma espécie dada como extinta, foi encontrada no rio Rioni, na Geórgia, renovando a esperança para o peixe.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma descoberta recorde de filhotes de esturjão no rio Rioni, na Geórgia, está renovando as esperanças para um dos grupos de animais mais ameaçados do planeta. Atualizado em 22 de junho de 2026. Entre os juvenis, estão exemplares de uma espécie que era considerada extinta, confirmando que os esforços de conservação estão gerando resultados.
Os esturjões são peixes de uma linhagem com mais de 200 milhões de anos, contemporâneos dos dinossauros. Hoje, são considerados o grupo de seres vivos mais ameaçado da Terra, com a maioria de suas 27 espécies listada como "Criticamente Ameaçada" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). As populações globais despencaram mais de 90% nos últimos 50 anos.
As principais ameaças incluem a pesca excessiva, a caça ilegal para a produção de caviar — uma das iguarias mais caras do mundo — e a perda de habitats de desova, frequentemente bloqueados por barragens.
No rio Rioni, um dos três últimos refúgios para a espécie na Europa, pesquisadores registraram em 2026 um número de filhotes maior do que o total dos oito anos anteriores somados. A descoberta é um sinal vital de que a reprodução continua acontecendo na natureza.
O otimismo aumentou em 2020, quando dois juvenis de esturjão-de-barco, uma espécie amplamente considerada extinta e não vista na natureza por anos, foram capturados. Encontrar filhotes é crucial, pois prova que a população, composta por muitos adultos que demoram mais de uma década para se reproduzir, ainda tem futuro.
Os resultados são fruto de um projeto liderado pela organização de conservação Fauna & Flora, que atua na região desde 2017. O trabalho inclui o monitoramento dos peixes, com coleta de amostras de DNA, e o combate à pesca ilegal por meio de "inspetores cidadãos", membros da comunidade que patrulham as margens do rio. Esses esforços, combinados com a criação de uma reserva natural de 500 hectares, oferecem esperança para a sobrevivência dos esturjões.
Os esturjões estão ameaçados principalmente pela pesca excessiva, pela caça ilegal para a extração de suas ovas (caviar) e pela construção de barragens que bloqueiam o acesso aos seus locais de desova nos rios.
Não. Os esturjões são peixes nativos do Hemisfério Norte. Peixes brasileiros antigos e de grande porte, como o pirarucu, possuem uma história evolutiva diferente.
A descoberta recorde de filhotes no rio Rioni, incluindo a reaparição de uma espécie tida como extinta, é um sinal vital de que os esforços de conservação podem reverter o destino dos esturjões. A sobrevivência desses "fósseis vivos" depende da continuidade da proteção de seus habitats e do combate à pesca ilegal.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.