Produtor rural em Imbituva (PR) desmatou área de 44 mil m² para plantar eucalipto. Ação foi flagrada pela Polícia Ambiental após denúncia anônima. Entenda o caso.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um fazendeiro de Imbituva, na região central do Paraná, foi multado em R$ 55 mil por desmatamento ilegal, informou a Polícia Militar Ambiental. A autuação ocorreu após o corte não autorizado de 40 araucárias e a destruição de 44 mil m² de floresta nativa para dar lugar a uma plantação de eucalipto. Atualizado em 27 de outubro de 2026.
A fiscalização aconteceu na segunda-feira (26), na localidade de Mato Branco do Meio, após a Polícia Militar Ambiental receber uma denúncia anônima pelo Disque-Denúncia (181). No local, os agentes constataram a destruição da vegetação nativa e o corte das árvores protegidas por lei.
De acordo com a corporação, a multa total de R$ 55 mil foi dividida em duas infrações distintas:
Segundo informações divulgadas pelo G1, o produtor rural, que não teve o nome revelado, informou aos policiais que sua intenção era "limpar" o terreno para o plantio de eucalipto. A madeira dessa espécie exótica é amplamente utilizada por indústrias de celulose e papel, construção civil e para a fabricação de móveis.
Além de arcar com as sanções administrativas, o fazendeiro responderá por crime ambiental. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR) para apuração nas esferas cível e criminal. Conforme apurado pelo portal dPonta News, se condenado na esfera penal, o infrator pode enfrentar uma pena de um a três anos de detenção.
O corte de araucárias (Araucaria angustifolia) sem autorização prévia é considerado crime ambiental porque a espécie é nativa da Mata Atlântica, está ameaçada de extinção e é protegida por legislação federal e estadual. Qualquer supressão de vegetação nativa exige uma licença de órgãos competentes, como o Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná.
A legislação do IAT diferencia espécies nativas e exóticas. O corte de espécies nativas, como a araucária, sempre exige autorização ambiental prévia, independentemente de onde a árvore esteja. Já o corte de espécies exóticas, como eucalipto e pinus, geralmente não precisa de autorização, a menos que estejam localizadas em uma Área de Preservação Permanente (APP).
Denúncias sobre desmatamento ilegal, caça, pesca predatória e outros crimes ambientais podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181, o Disque-Denúncia do estado. Foi por meio deste canal que a infração em Imbituva foi descoberta.
O caso em Imbituva destaca a importância da fiscalização e da colaboração da população por meio de denúncias para coibir crimes ambientais. A legislação rigorosa para a proteção de espécies nativas como a araucária visa preservar a biodiversidade do bioma Mata Atlântica, e o descumprimento acarreta severas penalidades financeiras e criminais.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.