Com 15 dias de vida, filhote de elefante-marinho nascido na Praia do Cassino muda de pelagem e ganha até 5 kg por dia. Saiba sobre seu estado de saúde.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O filhote de elefante-marinho que nasceu na Praia do Cassino, em Rio Grande (RS), completou 15 dias de vida e apresenta um desenvolvimento saudável, segundo as equipes que o monitoram. Atualizado em 23 de outubro de 2026. O animal já exibe mudanças na pelagem, que passa do preto para tons acinzentados, e pode ganhar até cinco quilos por dia.
Durante o período de amamentação, o filhote pode engordar até 5 quilos diariamente, acumulando uma reserva de gordura essencial para sua sobrevivência. Segundo Sérgio Curi, coordenador de projetos ambientais, esse crescimento varia conforme o desenvolvimento de cada animal. A pelagem preta, característica dos recém-nascidos, já começa a dar lugar a tons prateados e acinzentados, marcando uma nova fase de seu desenvolvimento.
Enquanto o filhote ganha peso, a mãe enfrenta o processo contrário. A fêmea pode perder entre 5 e 10 quilos por dia, pois utiliza suas próprias reservas de energia para produzir o leite e permanece em jejum durante todo o período de amamentação em terra.
A expectativa das equipes de monitoramento é que a mãe permaneça na praia por aproximadamente mais uma semana para continuar amamentando. Após esse período, ela deve retornar ao mar para se alimentar e recuperar suas energias.
O filhote, no entanto, poderá continuar na orla por mais 10 a 15 dias após a partida da mãe. Nesse intervalo, ele sobreviverá utilizando a reserva de gordura acumulada, um comportamento natural para a espécie antes de iniciar sua vida independente no oceano.
Profissionais do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) e do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), realizam o acompanhamento diário dos animais, aproximadamente das 6h às 19h. Para garantir a segurança e a tranquilidade da mãe e do filhote, a Secretaria de Município do Cassino construiu barreiras de areia para impedir a aproximação de veículos e reduzir interferências.
Este foi o primeiro nascimento de um elefante-marinho-do-sul documentado no Rio Grande do Sul e apenas o terceiro registrado no Brasil. A espécie geralmente se reproduz em colônias na Patagônia Argentina e em ilhas subantárticas, tornando o evento na Praia do Cassino excepcional e de grande importância para pesquisadores.
A principal orientação é manter distância e não tocar no animal. Também é crucial não oferecer alimentos, evitar barulho, afastar animais domésticos como cães e respeitar as áreas de isolamento demarcadas pelas equipes ambientais. Essas medidas evitam estresse e garantem a segurança tanto das pessoas quanto dos animais.
O filhote de elefante-marinho na Praia do Cassino segue saudável e se desenvolvendo rapidamente sob o olhar atento de especialistas. O caso, considerado raro, reforça a importância da colaboração da comunidade em respeitar o espaço dos animais para garantir seu bem-estar até o retorno ao mar.
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