Nascimento raro de filhote de elefante-marinho surpreende na Praia do Cassino, em Rio Grande. Equipes do Nema monitoram o animal e pedem que população mantenha distância.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um raro nascimento de um filhote de elefante-marinho foi registrado nesta quarta-feira (7) na Praia do Cassino, em Rio Grande, no Litoral Sul gaúcho. Atualizado em 8 de outubro de 2026. O evento, considerado incomum para a costa brasileira, ocorreu nas proximidades da Querência e está sendo monitorado por equipes do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), conforme noticiado pelo portal Aliados Brasil.
A presença de elefantes-marinhos (Mirounga leonina) é esporádica na costa do Rio Grande do Sul, mas o nascimento de um filhote é uma situação ainda mais rara. A principal colônia reprodutiva continental da espécie está localizada na Argentina, e as fêmeas geralmente procuram essas áreas para dar à luz. Segundo especialistas, os animais vistos na região estão, na maioria das vezes, em deslocamento e usam a faixa de areia para longos períodos de descanso.
Nos dias que antecederam o nascimento, um macho jovem da espécie já vinha sendo observado em diferentes pontos da praia, monitorado pelo Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram-Furg), que o considerou saudável e com comportamento normal.
Diante do nascimento, o Nema atua na área para garantir a segurança da mãe e do filhote. A principal recomendação para moradores e visitantes é manter distância e não tentar qualquer tipo de interação com os animais. A movimentação excessiva de pessoas pode causar estresse e interferir no comportamento natural da família.
Não, é um evento muito raro. As principais colônias reprodutivas da espécie ficam no sul do continente americano, como na Argentina. As fêmeas procuram essas colônias para o parto e a amamentação inicial, tornando um nascimento na costa gaúcha um acontecimento incomum.
A orientação das autoridades ambientais, como o Nema e o Cram, é observar à distância, respeitando o espaço dos animais. Não se deve aproximar, tocar, alimentar ou tentar forçar o retorno deles para a água. A presença humana pode ser prejudicial para a mãe e o filhote.
O nascimento do filhote na Praia do Cassino é um presente raro da natureza e uma oportunidade única para pesquisadores observarem o comportamento da espécie fora de suas colônias habituais. A colaboração da comunidade, mantendo distância e respeitando as orientações, é fundamental para garantir o bem-estar e a sobrevivência dos animais.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.