Fêmea de gavião-real foi encontrada com fratura exposta na asa em Ariquemes, possivelmente após colisão com veículo. Saiba mais sobre o resgate e o estado da ave.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma harpia (Harpia harpyja), conhecida como a maior águia das Américas, foi resgatada na última sexta-feira (25) na zona rural de Ariquemes, em Rondônia, com uma fratura exposta na asa. A ave, uma fêmea adulta de aproximadamente 4,5 quilos, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para uma clínica veterinária onde passará por cirurgia. Atualizado em 26 de setembro de 2026.
A equipe de resgate encontrou a harpia debilitada e sem condições de voar, abrigada sob uma árvore às margens de uma estrada rural. Segundo o sargento Lailson Silva, do Corpo de Bombeiros, o ferimento já apresentava sinais de necrose, indicando que o acidente ocorreu há alguns dias.
“Ela estava com uma fratura exposta em uma das asas e vai passar por um procedimento cirúrgico. O ferimento já estava necrosado, o que significa que ela sofreu esse acidente há alguns dias”, explicou o sargento, conforme divulgado pelo G1.
A principal suspeita é que a ave tenha colidido com um veículo de grande porte, como um caminhão. Este é o segundo resgate de uma harpia realizado pelos bombeiros de Ariquemes neste ano; o primeiro, em janeiro, também envolveu uma colisão com um caminhão.
Após a cirurgia e o período de recuperação, especialistas avaliarão se a harpia terá condições de sobreviver sozinha na natureza. Caso seja considerada apta, será devolvida ao seu habitat. Do contrário, será encaminhada a uma instituição para receber os cuidados necessários. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) acompanha o caso.
A harpia, também chamada de gavião-real, é uma espécie-chave para a saúde das florestas tropicais. Com uma envergadura que pode chegar a 2,20 metros, ela é uma predadora de topo, ajudando a controlar populações de mamíferos que vivem em árvores e mantendo o equilíbrio ambiental.
A espécie é classificada como "quase ameaçada" de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A diminuição de suas populações está diretamente ligada ao desmatamento, à expansão de atividades humanas e à caça ilegal. Por necessitar de grandes áreas de mata contínua, sua presença é um indicador de um ecossistema saudável.
A harpia pode atingir até 2,20 metros de envergadura (distância entre as pontas das asas). Suas garras estão entre as mais poderosas de todas as aves de rapina, e ela constrói ninhos em árvores com mais de 40 metros de altura.
A harpia é classificada como "quase ameaçada" principalmente devido à perda de habitat causada pelo desmatamento, pela expansão de atividades humanas e pela caça ilegal. Seu ciclo de reprodução lento, a cada três anos, também a torna mais vulnerável.
O resgate da harpia em Ariquemes destaca a vulnerabilidade da fauna silvestre diante da expansão humana e do tráfego em áreas rurais. A recuperação da ave é crucial, e o caso reforça a importância das ações de conservação para proteger esta espécie que é um verdadeiro guardião das florestas brasileiras.
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