Operação em Adamantina (SP) transfere novo grupo de 50 jabutis-piranga para centro de reabilitação. Entenda o motivo da superlotação e os próximos passos.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma nova etapa da operação para resolver a superlotação de animais na Praça Euclides Romanini, em Adamantina (SP), resultou na transferência de mais 50 jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) para um centro de reabilitação. A ação, realizada na última quarta-feira (7), é um esforço conjunto entre a Prefeitura, o Ministério Público e órgãos ambientais. Atualizado em 8 de outubro de 2026.
A população de jabutis na praça chegou a atingir cerca de 250 indivíduos. Segundo autoridades, o aumento expressivo decorre do abandono de animais mantidos em cativeiro irregular por moradores ao longo de anos, somado à reprodução natural no local. A espécie jabuti-piranga não é nativa do estado de São Paulo, o que torna o manejo ambiental ainda mais crucial.
A situação levou a Polícia Militar Ambiental a acionar o Ministério Público, que instaurou um inquérito para apurar os riscos à saúde pública, ao equilíbrio ambiental e ao bem-estar dos próprios animais.
Esta é a segunda grande remoção de animais realizada em 2026. Em junho, uma operação já havia transferido 70 jabutis para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de São Paulo. Com a nova leva de 50, o total de animais realocados chega a 120.
Apesar do avanço, a Secretaria de Meio Ambiente estima que entre 100 e 130 jabutis ainda permaneçam na praça. A retirada é feita de forma gradual devido à principal dificuldade: a falta de vagas em instituições habilitadas para receber os animais.
A transferência dos jabutis exige uma logística complexa, incluindo transporte especializado e articulação entre órgãos de diferentes estados. O Cetras-SP, por exemplo, precisa primeiro realocar animais já reabilitados para suas áreas de ocorrência natural para então abrir espaço para novos indivíduos, como os de Adamantina.
O Ministério Público estabeleceu prazos para que a prefeitura e os órgãos ambientais apresentem relatórios e um cronograma para a conclusão da realocação de toda a fauna remanescente, que inclui também patos, gansos e cágados.
A superlotação foi causada pelo abandono contínuo de jabutis-piranga, uma espécie não nativa da região, por parte de moradores ao longo de muitos anos, além da reprodução natural dos animais que já estavam no local.
Ao todo, 120 jabutis foram retirados em duas operações: 70 em junho de 2026 e mais 50 em outubro de 2026. Estima-se que entre 100 e 130 ainda permaneçam no local.
Eles são encaminhados para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) em São Paulo. Lá, passam por avaliação veterinária e reabilitação para, futuramente, serem destinados a locais adequados, como áreas de ocorrência natural da espécie.
A retirada gradual dos jabutis da Praça Euclides Romanini representa um avanço importante na solução de um complexo problema ambiental e de bem-estar animal. O processo continua, dependendo da disponibilidade de vagas e da logística para garantir um destino seguro para os répteis. As autoridades reforçam que o abandono de animais silvestres é crime ambiental.
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