Após quase três meses de reabilitação em Cordeiro (RJ), uma jaguatirica com ferimentos graves na cabeça foi devolvida à Mata Atlântica. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma jaguatirica atropelada na rodovia RJ-116, na Região Serrana do Rio, foi devolvida à natureza nesta segunda-feira (6), após quase três meses de um intenso processo de reabilitação. O felino, que havia sido encontrado com ferimentos graves na cabeça, foi solto em uma área de Mata Atlântica em Cordeiro (RJ). Atualizado em 8 de julho de 2026.
O animal, um macho da espécie Leopardus pardalis, foi resgatado no dia 14 de abril pela equipe da ONG SOS Vida Silvestre, em parceria com a concessionária Rota 116, que administra a rodovia. Segundo a organização, o felino foi encontrado às margens da estrada na altura do quilômetro 130, em Cantagalo, com um traumatismo craniano severo.
Após o resgate, a jaguatirica recebeu os primeiros socorros do médico-veterinário Jeferson Pires e foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Estácio, em Vargem Grande, onde permaneceu em recuperação. Exames e avaliações comprovaram que o animal recuperou as condições físicas e comportamentais necessárias para retornar ao seu habitat natural.
A soltura foi realizada em uma área de mata reservada em Cordeiro, próxima ao local do atropelamento. A escolha do local, segundo os técnicos, visa facilitar a reintegração do felino ao ambiente, por possuir conexão com outros fragmentos de Mata Atlântica. Antes de ser libertada, a jaguatirica recebeu um microchip que permitirá o monitoramento de seu deslocamento e adaptação na natureza.
Francis Leandro, biólogo e presidente da SOS Vida Silvestre, destacou que a rapidez no atendimento foi crucial. "Quanto mais rápida a resposta, acionando o serviço da concessionária Rota 116 e a equipe da SOS, a gente consegue salvar vidas, que é o maior intuito nosso aqui na rodovia", afirmou em entrevista ao G1.
A ação é resultado de uma parceria de oito anos entre a ONG e a concessionária Rota 116. O trabalho conjunto inclui o monitoramento da fauna, o resgate de animais acidentados e a implementação de medidas para reduzir atropelamentos, como sinalização e passagens subterrâneas. Além disso, a iniciativa promove ações de educação ambiental para motoristas e moradores da região.
A jaguatirica é uma espécie classificada como "quase ameaçada" e desempenha um papel fundamental no equilíbrio do ecossistema, atuando como predador e controlando populações de roedores e outros pequenos animais.
A jaguatirica foi atropelada em abril na RJ-116, em Cantagalo (RJ). Ela sofreu ferimentos graves na cabeça, foi resgatada e passou por quase três meses de tratamento e reabilitação antes de ser devolvida à natureza em Cordeiro (RJ).
O felino foi solto em uma área de mata preservada no município de Cordeiro, na Região Serrana do Rio. O local foi escolhido por ser próximo à área do acidente e por oferecer condições ideais para sua readaptação.
A jaguatirica é um predador essencial para o equilíbrio da Mata Atlântica. Ela ajuda a controlar as populações de roedores e outros pequenos animais, contribuindo para a saúde do ecossistema. A espécie é considerada "quase ameaçada" de extinção.
A reintrodução bem-sucedida da jaguatirica à natureza reforça a importância de programas de resgate e reabilitação da fauna silvestre. A colaboração entre ONGs, concessionárias e a comunidade é fundamental para mitigar os impactos de rodovias em áreas de preservação e garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas na Mata Atlântica.
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