Uma adolescente de 14 anos cavou um lago para a escola. Anos depois, o local se tornou um refúgio certificado para a fauna e flora nativa na Virgínia. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 11 de setembro de 2026. O que começou como um projeto de agricultura para uma adolescente de 14 anos em 2017, na Virgínia (EUA), evoluiu para um ecossistema autossustentável nove anos depois. A iniciativa de Maggie Johnson transformou um gramado seco em um lago repleto de vida selvagem, atraindo anfíbios, polinizadores e flora nativa, e recebendo uma certificação ambiental.
No outono de 2017, Maggie Johnson, então com 14 anos, iniciou um projeto para sua aula de agricultura no ensino médio: cavar um lago no quintal da família, no Vale do Shenandoah. Segundo relatos de seu pai, o fotógrafo Steven David Johnson, o local era apenas um gramado irregular, cujo som predominante era o de grilos, conforme publicado pela National Wildlife Federation.
Após pesquisar sobre o tema, Maggie escavou manualmente uma área circular de aproximadamente 3,6 metros de diâmetro. Na primavera de 2018, o buraco foi preenchido com água e, com a ajuda da família, as margens foram preenchidas com terra, pedras e plantas nativas para criar um ambiente acolhedor para a fauna.
A resposta da natureza foi quase imediata. Apenas algumas semanas após o lago ser preenchido, os primeiros sapos-americanos (Anaxyrus americanus) colonizaram o local por conta própria, sem qualquer introdução humana. Com o tempo, o ecossistema se diversificou.
A família adicionou plantas como a buttonbush, joe-pye weed e lírios-d'água brancos, que oferecem abrigo para anfíbios e invertebrados. Essa estrutura atraiu novas espécies, incluindo rãs-verdes, pererecas-cinzentas, mariposas, colibris e libélulas. O som do quintal mudou, e os chamados dos anfíbios passaram a dominar as noites.
A transformação do quintal foi tão significativa que o espaço recebeu a certificação de "Certified Wildlife Habitat" da National Wildlife Federation, que reconhece áreas que fornecem alimento, água, abrigo e locais para a criação de filhotes para a vida selvagem.
Apesar do grande impacto, o custo inicial do projeto foi relativamente baixo: cerca de US$ 160 para o revestimento, plantas e ferramentas. A família investe aproximadamente US$ 100 por ano em novas plantas. Um investimento maior, de US$ 600, foi feito em 2025 para uma cerca de proteção contra gatos, visando proteger a população de anfíbios. Notavelmente, o lago se tornou autossustentável e não necessita de filtros artificiais para manter a qualidade da água.
O custo inicial do projeto foi de aproximadamente US$ 160 (dólares), cobrindo ferramentas, lona impermeabilizante e as primeiras plantas. A manutenção anual com novas plantas custa cerca de US$ 100.
O lago abriga uma variedade de espécies, incluindo sapos-americanos, rãs-verdes, pererecas-cinzentas, libélulas, besouros aquáticos, mariposas polinizadoras e colibris. Aves e até veados também visitam o local para beber água.
O lago está localizado no quintal da casa da família Johnson, no Vale do Shenandoah, no estado da Virgínia, Estados Unidos.
Hoje, aos 23 anos, Maggie Johnson continua a observar e desenhar a vida que floresceu em seu lago. A história, documentada por seu pai, demonstra como uma pequena iniciativa individual pode criar um "bolsão de habitat" vital para espécies locais, transformando uma área residencial comum em um refúgio para a biodiversidade.
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