Um jovem lobo-marinho-do-sul foi recolhido em Barra Velha após ser incomodado por cães. O animal já era monitorado por apresentar problemas de saúde.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um jovem lobo-marinho-do-sul foi resgatado na terça-feira (15) em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina, após ser incomodado por cães. O animal já estava sob acompanhamento do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Univali, desde o dia 10 de setembro, quando foi avistado pela primeira vez em Penha. Atualizado em 16 de setembro de 2026.
O primeiro registro do lobo-marinho ocorreu em 10 de setembro na Praia da Bacia da Vovó, em Penha. Segundo a equipe de monitoramento, o animal apresentava dificuldade para abrir os olhos e áreas com falhas no pelo. Embora uma tentativa de avaliação detalhada tenha sido feita, o lobo-marinho estava ativo e retornou ao mar por conta própria, conforme relatado pelo PMP-BS.
Nos dias seguintes, o animal foi novamente avistado em costões de Barra Velha. Em 14 de setembro, uma nova avaliação veterinária à distância identificou secreção nasal e escoriações, mas não indicou necessidade de intervenção imediata. No entanto, na terça-feira (15), a situação mudou. Diante de relatos de que cães estavam importunando o animal, a equipe do PMP-BS optou pelo resgate e o encaminhou para a Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha, para exames e tratamento.
O incidente em Barra Velha não é um caso isolado e acende um alerta sobre o risco que cães soltos representam para a vida selvagem no litoral catarinense. Em maio de 2026, um lobo-marinho morreu em Araranguá, no Sul do estado, após um ataque que resultou em uma fratura no crânio e lesão cerebral, de acordo com a necropsia realizada pela equipe veterinária do Projeto Educamar. A veterinária responsável explicou que, muitas vezes, os ferimentos externos são pequenos, mas as lesões internas, como fraturas e rupturas de órgãos, podem ser fatais.
Outros ataques foram registrados recentemente. Em 5 de setembro, um vídeo mostrou pelo menos três cachorros atacando um lobo-marinho em Balneário Rincão. Em agosto, outro animal precisou ser resgatado na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha, um dia após ser visto descansando no local, também por ter sido atacado por um cão.
A presença de lobos-marinhos no litoral de Santa Catarina é comum, principalmente entre os meses de junho e outubro. Nesse período, os animais, especialmente os mais jovens, migram de suas colônias no Uruguai e Argentina em busca de alimento. Eles utilizam as praias e costões para descansar e recuperar energia após longos deslocamentos.
Especialistas e projetos de monitoramento orientam a população a seguir um protocolo para garantir a segurança do animal e das pessoas:
O resgate do jovem lobo-marinho em Barra Velha evidencia a vulnerabilidade desses animais migratórios e a crescente ameaça representada por cães soltos nas praias. A conscientização da população e a adoção de práticas responsáveis, como manter distância e acionar as autoridades ambientais, são fundamentais para a conservação da vida marinha no litoral catarinense.
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