Tchuco, um macaco-aranha-da-cara-preta de 23 anos, desembarca no Zoológico de Sorocaba para se juntar a três fêmeas em um programa de diversidade genética.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O macaco-aranha-da-cara-preta Tchuco, de 23 anos, é o mais novo morador do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Vindo de Brasília (DF), o primata chegou nesta semana para integrar uma estratégia nacional de conservação da espécie, que está ameaçada de extinção. Atualizado em 24 de outubro de 2026.
A transferência de Tchuco, que desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e seguiu por terra até Sorocaba, foi realizada por meio do programa Avião Solidário da LATAM. No zoológico, ele se juntará a três fêmeas, formando um novo grupo social, conforme aponta a reportagem do G1.
A chegada de Tchuco atende a uma recomendação técnica de manejo populacional. O principal objetivo é contribuir para a manutenção da diversidade genética e aumentar a viabilidade da população da espécie sob cuidados humanos, segundo a companhia aérea responsável pelo transporte.
Essa iniciativa faz parte de um esforço coordenado entre a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que visa garantir a sobrevivência de primatas ameaçados através de programas de reprodução e manejo em cativeiro, como informado pelo Jornal de Brasília em uma matéria sobre transferência similar.
O macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek) é uma espécie nativa da Amazônia brasileira, também encontrada no Peru e na Bolívia. De acordo com o ICMBio, o animal é classificado como "em perigo de extinção" devido a três ameaças principais:
Caracterizado pela pelagem totalmente negra e uma cauda longa, este primata pode viver até 52 anos em cativeiro, o que torna os programas de conservação em zoológicos ainda mais cruciais para sua sobrevivência a longo prazo.
O Zoológico "Quinzinho de Barros" é considerado um dos mais completos da América Latina e desempenha um papel fundamental em estratégias de conservação ex situ (fora do habitat natural), conforme destacado pela própria prefeitura de Sorocaba. A instituição participa ativamente de Planos de Ação Nacionais (PAN) para espécies ameaçadas.
A transferência de Tchuco não é um caso isolado. Em maio de 2026, o zoológico enviou outro macaco-aranha, Juninho, para Brasília. Em agosto, duas fêmeas de macaco-aranha-de-testa-branca foram transferidas para Cascavel (PR), reforçando a posição de Sorocaba como um polo estratégico na rede de conservação de primatas no Brasil.
Tchuco é um macaco-aranha-da-cara-preta macho de 23 anos. Ele foi transferido do zoológico de Brasília para o de Sorocaba para participar de um programa de conservação que visa a reprodução e o aumento da diversidade genética da espécie.
A espécie está classificada como "em perigo" pelo ICMBio principalmente devido à destruição de seu habitat na Floresta Amazônica, causada pelo desmatamento, além da fragmentação de seu território e da caça ilegal.
O objetivo é formar um novo grupo social e reprodutivo com três fêmeas que já vivem no Zoológico de Sorocaba. Esta ação é fundamental para garantir a variabilidade genética da população sob cuidados humanos, uma das estratégias para salvar a espécie da extinção.
A chegada de Tchuco a Sorocaba é um passo significativo no esforço contínuo e colaborativo para a preservação do macaco-aranha-da-cara-preta. A ação reforça a importância dos zoológicos modernos como centros de conservação, atuando em rede para proteger a biodiversidade brasileira.
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