Tchuco, de 23 anos, viajou de Brasília ao Zoo de Sorocaba para se juntar a três fêmeas. A ação visa garantir a diversidade genética da espécie em perigo.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Tchuco, um macaco-aranha-da-cara-preta de 23 anos, desembarcou em São Paulo como parte de um importante plano de conservação para a espécie, que está ameaçada de extinção. Atualizado em 26 de outubro de 2026. O primata foi transferido de Brasília (DF) para o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viverá com três fêmeas.
A transferência de Tchuco foi cuidadosamente planejada para garantir seu bem-estar e o sucesso da missão. A viagem de aproximadamente 800 quilômetros começou em Brasília e incluiu um trecho aéreo até o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), segundo informações do portal G1 e do iG Campinas. O transporte foi realizado pelo programa Avião Solidário, da Latam, que reduziu o tempo de deslocamento em cerca de 10 horas em comparação com uma viagem totalmente terrestre, conforme relatado pelo portal BE News.
Após o desembarque em Campinas, Tchuco seguiu por terra até seu novo lar em Sorocaba. A operação atendeu a uma recomendação técnica de manejo voltada à formação de novos grupos sociais da espécie.
A chegada do macaco-aranha ao zoológico de Sorocaba é um passo estratégico para a preservação da espécie. O principal objetivo é contribuir para a manutenção da diversidade genética e aumentar a viabilidade da população mantida sob cuidados humanos. A iniciativa está alinhada às estratégias nacionais de conservação, incluindo o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas Amazônicos (PAN Primatas Amazônicos), coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek) é nativo da América do Sul, ocorrendo na Amazônia brasileira e em regiões do Peru e da Bolívia. A espécie é classificada como "Em Perigo" de extinção pelo ICMBio. As principais ameaças à sua sobrevivência são o desmatamento, a fragmentação de seu habitat e a caça ilegal. Uma de suas características marcantes é a pelagem inteiramente negra e a cauda longa, que auxilia na locomoção entre as árvores. Em cativeiro, esses animais podem viver até 52 anos, o que significa que Tchuco, aos 23, ainda tem uma longa vida pela frente para contribuir com a preservação de sua espécie.
Tchuco é um macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek), uma espécie de primata nativa da Floresta Amazônica e que está ameaçada de extinção.
As principais ameaças à espécie são a destruição de seu habitat natural pelo desmatamento, a fragmentação das florestas e a caça, de acordo com o ICMBio.
Ele foi transferido para o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), uma instituição reconhecida por seu trabalho na conservação de espécies.
A transferência de Tchuco para Sorocaba representa uma esperança para o futuro do macaco-aranha-da-cara-preta. A operação, fruto da cooperação entre zoológicos e o setor privado, destaca a importância de ações coordenadas para proteger a biodiversidade brasileira e garantir a sobrevivência de espécies vulneráveis para as próximas gerações.
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