A onça-pintada Caeté celebrou seu primeiro ano no Zoológico de Guaíra, impulsionando o turismo e a conservação da espécie. Veja como foi a festa.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A onça-pintada Caeté, estrela do Zoológico Municipal de Guaíra (SP), comemorou seu primeiro ano na instituição com uma festa especial que atraiu cerca de 900 pessoas neste domingo, 5 de julho de 2026. O evento, que incluiu um bolo de carne e atividades para crianças, celebra o sucesso do animal que se tornou um ícone para a cidade e um pilar para a conservação da espécie. Atualizado em 5 de julho de 2026.
Desde sua chegada em julho de 2025, Caeté transformou a realidade do zoológico. A visitação mensal saltou de uma média de 500 para 3 mil pessoas, segundo a chefe do Departamento de Meio Ambiente, Estefane Siqueira. Em apenas dois meses, agosto e setembro de 2025, o local recebeu 12 mil visitantes, um número equivalente ao de todo o ano de 2024, conforme noticiado pela imprensa local.
A bióloga responsável técnica pelo zoológico, Ana Paula Chaves Campos, afirma que o animal, hoje com quase três anos, está completamente adaptado. "Ele se acostumou muito rápido, é muito inteligente", comentou ao G1. Por ter sido criado próximo a humanos, Caeté não se estressa com a presença do público e costuma se exibir para os visitantes.
A comemoração do primeiro ano de Caeté foi planejada para coincidir com o início das férias escolares. A programação incluiu uma sessão de enriquecimento ambiental pela manhã e, à tarde, a entrega de um bolo de carne, feito especialmente para a dieta do felino. "A gente quis aproveitar o início das férias escolares e fazer uma comemoração que possa envolver toda a comunidade", explicou a bióloga Ana Paula.
As atividades de enriquecimento são uma constante na rotina de Caeté. A equipe do zoo promove estímulos diários, como colocar brinquedos na água para incentivar a natação ou posicionar elementos em locais altos para estimular a escalada, garantindo o bem-estar e a expressão de comportamentos naturais.
A chegada de Caeté a Guaíra faz parte de um projeto nacional de conservação da onça-pintada. O próximo passo é formar um casal para reprodução em cativeiro. Segundo Estefane Siqueira, um órgão ambiental já sinalizou uma fêmea da mesma linhagem amazônica, que deve chegar ao zoológico após adequações no recinto.
O objetivo é que os futuros filhotes possam ser integrados a projetos de reintrodução em áreas preservadas, como a Amazônia e a Mata Atlântica, ajudando a reforçar as populações selvagens da espécie, que é o maior felino das Américas e está ameaçada de extinção.
Caeté foi resgatado ainda filhote no Pará, após sua mãe ser vítima de caçadores. Ele cresceu no BioParque Amazônia e, por não poder retornar à natureza, foi transferido para Guaíra para integrar o programa de conservação. Ele viajou mais de 3 mil quilômetros em uma operação que envolveu transporte aéreo e escolta policial.
Além de aumentar a visitação em seis vezes (de 500 para 3.000 visitantes por mês), Caeté posicionou o zoológico como um centro de referência na conservação de onças-pintadas. Sua presença é fundamental para o plano de reprodução em cativeiro da espécie.
A adaptação foi considerada excelente pela equipe técnica. O recinto de 378 metros quadrados foi especialmente preparado com plataforma de descanso, tanque de água e arranhadores. Um check-up recente mostrou que sua saúde está "impecável", e ele já está pronto para o programa de reprodução.
O primeiro ano de Caeté no Zoológico de Guaíra é um marco de sucesso, unindo engajamento da comunidade, aumento do turismo e avanços significativos na conservação da onça-pintada. A celebração não apenas comemora a excelente adaptação do animal, mas também reforça a esperança em seu papel crucial para o futuro da espécie.
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