Iniciativa Patas do Cerrado reúne mais de 1.800 registros de onças, antas e lobos-guará em 25 fazendas do Centro-Oeste. Veja como o projeto une agronegócio e conservação da biodiversidade.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma onça-pintada atravessando a lavoura, um lobo-guará observado à distância ou as pegadas de uma anta na estrada. Cenas como essas se tornaram parte da rotina de trabalhadores em 25 fazendas do Grupo Bom Jesus, na região Centro-Oeste, graças ao Projeto Patas do Cerrado. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A iniciativa transforma os próprios colaboradores em agentes de conservação, incentivando-os a registrar com seus celulares a fauna silvestre encontrada durante o trabalho. Desde 2024, o projeto já acumulou mais de 1.800 avistamentos, mostrando a rica biodiversidade que coexiste com a produção agrícola.
Lançado em 2024, o Patas do Cerrado é uma ferramenta de educação ambiental que mobiliza equipes em 25 unidades do Grupo Bom Jesus. Os colaboradores fotografam animais ou seus rastros, como pegadas, e enviam as imagens com informações de espécie, local, data e horário, segundo informações do grupo divulgadas pela imprensa.
A base de dados, que pode receber de 10 a 15 novas imagens por dia, inclui espécies como onças-pintadas, lobos-guará, emas, antas, veados-campeiros e diversas aves. "Quando as pessoas passam a observar, registrar e compreender a importância dessas espécies, fortalecemos também a conscientização e o cuidado com a biodiversidade no dia a dia das operações", explica Jéssica Carvalho da Silva, coordenadora ambiental do Grupo Bom Jesus, em material divulgado pela empresa.
Os registros não se limitam às áreas de vegetação nativa preservada. Os animais são frequentemente avistados em meio a lavouras, nas estradas internas e até mesmo próximos às sedes das fazendas, conforme apurado pelo portal Gigante 163. Onças-pintadas e lobos-guará são os encontros que mais despertam a atenção das equipes.
Silmar Andrey Coronel Domanski, coordenador técnico do grupo, relata que a participação mudou sua percepção do ambiente. "É muito interessante perceber a presença da fauna em diferentes áreas das propriedades, inclusive próximas às áreas produtivas. Fico muito feliz de ver os animais livres, seguindo seu próprio caminho", afirmou.
O projeto vai além de um simples banco de imagens. Os colaboradores recebem orientações sobre como agir de forma segura, mantendo distância e não interferindo no comportamento dos animais. Essa cultura de cuidado tem reflexos diretos no engajamento das equipes, com a Fazenda Córrego Fundo (MT) liderando em participações, com 403 registros.
Além de atender a requisitos de certificações internacionais de proteção à fauna, a base de dados tem potencial para apoiar a ciência. O Grupo Bom Jesus avalia parcerias com universidades para analisar as informações, especialmente em áreas com maior concentração de registros de determinadas espécies.
É uma iniciativa de educação ambiental do Grupo Bom Jesus em que colaboradores de 25 fazendas no Centro-Oeste registram fotos de animais silvestres encontrados durante a rotina de trabalho. O objetivo é mapear a fauna local e promover a conscientização sobre a conservação da biodiversidade.
Já foram registrados mais de 1.800 avistamentos de diversas espécies do Cerrado, incluindo onças-pintadas, lobos-guará, antas, emas, capivaras, quatis, veados-campeiros, tatus e aves como araras-canindé, conforme relatos do Repórter Nordeste.
A recomendação principal é manter uma distância segura, realizar as fotos sem interferir no deslocamento ou no comportamento natural do animal. O foco é na observação e no registro, garantindo a segurança tanto dos profissionais quanto da fauna.
O Projeto Patas do Cerrado demonstra ser um modelo eficaz de como o agronegócio e a conservação ambiental podem caminhar juntos. Ao transformar a observação da fauna em uma ferramenta de engajamento e educação, a iniciativa não apenas gera dados valiosos sobre a biodiversidade do Cerrado, mas também fortalece uma cultura de respeito e cuidado com o meio ambiente entre aqueles que vivem e trabalham no campo.
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