Um pirarucu recorde de 2,46 metros e 137,9 kg foi capturado em uma reserva de Rondônia. A pesca não foi acidental e faz parte de um programa de controle de espécie invasora. Saiba como o projeto funciona e o que é feito com o peixe.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e 137,9 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques (RO), na última quarta-feira, 23 de setembro. Atualizado em 24 de setembro de 2026, o exemplar é o maior já registrado em uma Unidade de Conservação no estado, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). A captura não foi um evento de pesca comum, mas sim parte de uma ação de manejo para controle de espécie invasora.
Apesar de ser um peixe nativo da Amazônia, o pirarucu (Arapaima gigas) é considerado uma espécie invasora na bacia do Rio Cautário, onde a reserva está localizada. De acordo com o biólogo da Sedam, Rodrigo Rios, a presença do peixe na área ameaça o equilíbrio ambiental, pois ele compete com espécies nativas e as consome. O projeto de manejo visa à erradicação de todos os exemplares na unidade, dos juvenis aos adultos, para proteger a fauna local.
O programa é conduzido pela Sedam em parceria com a associação de extrativistas da região. Os moradores da reserva participam de todas as etapas do processo, desde a captura até a limpeza e processamento do pescado. O biólogo Rodrigo Rios destacou ao G1 que a retirada de um peixe desse porte exige um grande esforço das equipes.
Após a captura e o processamento, os peixes são vendidos a um frigorífico parceiro, que fornece infraestrutura como câmaras frias, gelo e transporte. O valor arrecadado com a comercialização é dividido entre os manejadores que participaram do projeto. Segundo a Sedam, em 2025, cada participante recebeu, em média, cerca de R$ 5 mil pela atividade.
O peixe media 2,46 metros de comprimento e pesava 137,9 quilos. Este é o maior exemplar já registrado oficialmente dentro de uma Unidade de Conservação em Rondônia, superando uma marca anterior de um peixe com 2,44 metros e 120 quilos.
O pirarucu foi pescado na Reserva Extrativista Estadual do Rio Cautário, uma unidade de conservação localizada no município de Costa Marques, em Rondônia.
A pesca comercial e esportiva do pirarucu possui regras específicas e pode ser proibida em certas áreas ou épocas. No entanto, esta captura foi realizada dentro de um programa de manejo autorizado e coordenado por órgãos ambientais, com o objetivo específico de controlar uma espécie invasora e proteger o ecossistema local.
A captura do pirarucu recorde em Rondônia destaca a complexidade do manejo ambiental na Amazônia. A ação controlada não apenas remove uma ameaça à biodiversidade local, mas também gera renda e envolve diretamente as comunidades extrativistas na conservação, unindo conhecimento tradicional e acompanhamento técnico para a proteção do ecossistema.
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