Peixe de 2,46 metros foi pescado durante manejo de espécie invasora na Reserva Rio Cautário. A captura é a maior já registrada em uma unidade de conservação no estado. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um pirarucu de 2,46 metros e 137,9 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques (RO), no último dia 23 de setembro. Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o exemplar é o maior já registrado dentro de uma Unidade de Conservação em Rondônia. Atualizado em 26 de setembro de 2026.
A pesca ocorreu durante uma ação de manejo para controle e erradicação da espécie, que é considerada invasora na bacia do Rio Cautário, ameaçando o equilíbrio ambiental da região. O projeto é uma parceria entre a Sedam e a associação de extrativistas locais.
Apesar de ser um peixe nativo da Amazônia, o pirarucu não pertence à bacia do Rio Cautário, onde sua presença compete com espécies nativas e desequilibra o ecossistema. "O trabalho é feito para retirá-lo da unidade porque ele consome espécies nativas. A erradicação busca remover todos os exemplares, desde os juvenis até os adultos", explicou o biólogo da Sedam, Rodrigo Rios, em entrevista ao G1.
O exemplar capturado superou o recorde anterior do estado, que era de um peixe de 2,44 metros e cerca de 120 quilos, pescado no Rio Machado, próximo a Ji-Paraná, conforme divulgado pela Sedam. A captura de um animal deste porte representa um grande desafio logístico, exigindo o esforço conjunto de vários comunitários para retirá-lo da água e transportá-lo.
Além do controle ambiental, o projeto de manejo do pirarucu gera uma importante fonte de renda para as famílias da reserva. Os extrativistas participam de todas as etapas, desde a captura até a limpeza e o processamento do pescado.
Após a preparação, os peixes são vendidos a um frigorífico parceiro, que fornece caixas térmicas, gelo e transporte. De acordo com a Sedam, o valor arrecadado com a venda é dividido entre os moradores envolvidos na ação. Em 2025, cada extrativista participante recebeu, em média, cerca de R$ 5 mil.
O pirarucu capturado na Reserva Extrativista Rio Cautário media 2,46 metros de comprimento e pesava 137,9 quilos, estabelecendo um novo recorde para uma Unidade de Conservação no estado.
Embora seja nativo da Amazônia, o pirarucu não é original da bacia do Rio Cautário. Sua presença na área é considerada invasora porque ele compete por recursos com as espécies de peixes nativas, ameaçando o equilíbrio ambiental local.
O peixe é processado pelos extrativistas locais e vendido a um frigorífico parceiro. O dinheiro obtido com a comercialização é dividido entre os membros da comunidade que participaram do manejo, gerando renda para as famílias da reserva.
A captura do pirarucu recorde em Rondônia destaca o sucesso de um programa que une a conservação ambiental e o desenvolvimento social. A ação de manejo não apenas controla uma espécie invasora para proteger o ecossistema local, mas também cria uma fonte de renda sustentável para a comunidade extrativista da Reserva Rio Cautário.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.