Um novo projeto na Universidade de Brasília (UnB) usa a ciência cidadã para mapear os saruês no campus. Saiba como a iniciativa funciona e o que fazer ao ver um.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de setembro de 2026. Um projeto de ciência cidadã na Universidade de Brasília (UnB), chamado Saruês da UnB, está mapeando a presença e o comportamento de saruês no campus. A iniciativa convida alunos, professores e funcionários a registrar avistamentos dos animais para ajudar a entender seus hábitos em uma área urbana com grande circulação de pessoas, conforme divulgado pelo portal Metrópoles.
A participação é simples: quem avistar um saruê no campus pode enviar as informações por meio de um formulário online. O projeto solicita o registro do local, data, comportamento do animal e se havia filhotes. Fotos e vídeos também podem ser anexados. A proposta nasceu de uma demanda da Secretaria de Meio Ambiente da universidade, com o objetivo de coletar dados para a elaboração de um futuro plano de manejo e conservação da espécie.
A iniciativa é desenvolvida pelo professor André Faria Mendonça, do departamento de Ecologia, e pela professora Ludmilla Aguiar, do departamento de Zoologia da UnB. Segundo Mendonça, a colaboração da comunidade é fundamental, pois permite construir um panorama completo sobre onde e quando os saruês aparecem com mais frequência.
A presença de saruês em cidades não é incomum, especialmente em locais com áreas verdes como a UnB. De acordo com o professor André Faria Mendonça, esses animais se adaptam bem a ambientes modificados, onde encontram abrigo e uma dieta variada que inclui frutos, insetos, pequenos animais e restos de comida.
Além disso, os saruês desempenham um papel ecológico importante. Eles são predadores oportunistas que ajudam a controlar populações de escorpiões, baratas, aranhas e roedores, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema urbano, como aponta um informativo da prefeitura de Valinhos. O período reprodutivo da espécie, que geralmente vai de setembro a março, também pode intensificar os avistamentos, pois as fêmeas circulam mais em busca de alimento.
Especialistas reforçam que os saruês não são agressivos e não representam risco para as pessoas. A orientação principal é manter a distância e não tentar interagir. "O ideal é manter distância, não tentar tocar no animal e deixar que ele siga o seu caminho. Eles só se defendem se forem encurralados", explica o professor Mendonça ao Metrópoles.
A professora Ludmilla Aguiar complementa que é preciso aprender a conviver com esses animais, respeitando seu espaço, que também pertence a eles.
O objetivo principal é levantar dados sobre a localização e os hábitos dos saruês no campus para subsidiar a criação de um plano de conservação e manejo da espécie, segundo os coordenadores do projeto.
Não. Saruês são animais que geralmente fogem da presença humana. Eles só podem se defender caso se sintam ameaçados ou encurralados, mas não atacam espontaneamente.
A comunidade acadêmica pode participar registrando avistamentos por meio de um formulário online, detalhando o local, a data e o comportamento do animal observado no campus da UnB.
O projeto Saruês da UnB é um exemplo de como a ciência cidadã pode ser aplicada para entender e promover a convivência harmônica entre humanos e a fauna silvestre em ambientes urbanos. A iniciativa não apenas coleta dados valiosos para a conservação, mas também educa a comunidade sobre a importância ecológica desses animais, reforçando o papel da universidade na pesquisa e gestão da biodiversidade local.
Em 1992, 28.800 brinquedos caíram no Oceano Pacífico. Entenda como este acidente se tornou um experimento crucial para mapear correntes oceânicas e o plástico.
Um pinguim-de-magalhães foi flagrado em uma praia de Maricá (RJ). Entenda por que o fenômeno é comum e saiba o que fazer ao encontrar um animal marinho.
A captura de 314 peixes-leões em outubro em Fernando de Noronha acende alerta. Entenda por que a espécie invasora ameaça a biodiversidade local e o que está sendo feito.
Após mais de uma década de cuidados no Amapá, o peixe-boi Victor Maracá e a fêmea Perpétua iniciam complexa viagem ao Pará. Entenda as etapas.