Uma tartaruga-de-couro foi encontrada morta na praia de Itaipuaçu (RJ). A ingestão de plástico é a principal suspeita, um problema que afeta 90% da espécie. Entenda o impacto.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma tartaruga-de-couro, espécie ameaçada de extinção, foi encontrada morta na Praia de Itaipuaçu, em Maricá (RJ). Atualizado em 21 de maio de 2024, o caso reforça o alerta sobre o impacto fatal da poluição por plástico nos oceanos, uma ameaça que, segundo estudos, já impactou cerca de 90% das tartarugas marinhas.
O corpo do animal foi localizado por banhistas na tarde de um domingo e retirado do mar por especialistas do Projeto de Monitoramento de Praia da Bacia de Santos (PMB-BS), com auxílio de guarda-vidas. De acordo com o G1, foram coletadas amostras biológicas para um exame de necropsia a fim de determinar a causa exata da morte.
A tartaruga-de-couro é uma das espécies mais vulneráveis à ingestão de plástico, pois sua dieta é baseada em águas-vivas, e ela frequentemente confunde sacolas e outros resíduos plásticos com seu alimento, conforme aponta o Projeto Tamar.
A morte em Maricá não é um caso isolado. A poluição por resíduos sólidos é uma das principais ameaças à vida marinha, causando problemas como obstrução do sistema digestivo, lesões internas e infecções. Cerca de 80% do lixo encontrado no ambiente marinho é composto por plástico, material que pode levar centenas de anos para se decompor, segundo a UFPR.
Dados da organização Oceana Brasil revelam uma realidade alarmante. A ingestão de plástico é a causa direta da morte de 1 em cada 10 animais marinhos encontrados em praias do Sul e Sudeste do país. As tartarugas são o grupo mais afetado, correspondendo a 83% das mortes associadas ao lixo marinho.
Os principais perigos são a ingestão e o emaranhamento. A ingestão de plástico pode causar obstrução do sistema digestivo, levando o animal a uma falsa sensação de saciedade, desnutrição e morte. O emaranhamento em resíduos, como redes de pesca abandonadas, pode causar afogamento, estrangulamento ou ferimentos graves, como relatado pelo Projeto Tamar e pela BBC em um caso de deformidade.
Sim, mas algumas são mais vulneráveis devido aos seus hábitos alimentares. A tartaruga-de-couro, que come águas-vivas, e a tartaruga-verde, em sua fase juvenil, são frequentemente vítimas da ingestão de plástico, confundindo-o com alimento, de acordo com o Projeto Tamar.
Ao encontrar uma tartaruga encalhada, o animal provavelmente está doente ou ferido e precisa de ajuda especializada. A orientação de projetos de monitoramento é nunca devolver o animal ao mar, pois isso pode agravar seu estado. O correto é manter distância, isolar a área para afastar curiosos e cães, e acionar imediatamente a equipe de resgate ambiental responsável pela região.
A morte da tartaruga-de-couro em Itaipuaçu é um triste lembrete do custo da poluição plástica. O incidente sublinha a necessidade urgente de reduzir o consumo de plásticos descartáveis e melhorar a gestão de resíduos para proteger a biodiversidade marinha e garantir a sobrevivência de espécies já ameaçadas.
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