Um tubarão-mako, capaz de atingir mais de 70 km/h, foi filmado na Baía da Ilha Grande, em Paraty (RJ). Saiba o que dizem especialistas sobre a aparição.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um tubarão-mako (Isurus oxyrinchus), considerado o peixe mais rápido do mundo, foi filmado na Baía da Ilha Grande, em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O registro, feito na última terça-feira (14), mostra o animal nadando calmamente na superfície. Atualizado em 15 de julho de 2026.
A espécie, também conhecida como anequim, pode ultrapassar a velocidade de 70 km/h, de acordo com especialistas. A identificação do animal foi confirmada pelo Instituto PROSHARK, que monitora tubarões e raias no estado, conforme informou a Secretaria Municipal do Ambiente de Paraty.
O vídeo foi gravado pelo guia de turismo Ancelmo Antônio da Silva, que realizava um passeio de lancha com turistas entre a Ilha da Ponta Grossa e a Ilha do Mantimento. Em entrevista ao g1, ele relatou ter visto a barbatana e se aproximado com cuidado, observando o tubarão por cerca de 40 minutos.
"Cheguei próximo e vi que era um tubarão grande, bem grande [...] Ele estava super calmo. Não esboçou nenhuma reação de ataque, nada, de agressividade", explicou o guia, que orientou outras embarcações a manterem distância para não assustar o animal.
Segundo a Secretaria Municipal do Ambiente de Paraty, a aproximação da costa faz parte do deslocamento natural da espécie e não representa um comportamento atípico. O órgão destacou que os tubarões sempre fizeram parte da fauna marinha local.
O aparente aumento no número de registros, segundo a pasta, deve-se à maior disponibilidade de celulares e drones que facilitam os flagrantes, além do fortalecimento do monitoramento científico na região. A presença do predador é vista como um indicador da elevada biodiversidade do ecossistema.
Apesar da aparência imponente, o tubarão-mako não é considerado uma grande ameaça a banhistas. O animal visto em Paraty não demonstrou agressividade, e especialistas afirmam que o histórico de incidentes no Rio de Janeiro é quase nulo. Em caso de avistamento, no entanto, a orientação oficial dos órgãos ambientais é que as pessoas saiam da água imediatamente e não tentem interagir com o animal.
Acidentes envolvendo a espécie são raros. Um dos poucos casos registrados no Brasil ocorreu em 2016 no Rio Grande do Sul, quando um pescador foi atacado por um mako já dentro do barco, após o animal ter sido pescado.
O tubarão-mako está na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, na categoria Criticamente em Perigo (CR). De acordo com o Metrópoles, a espécie sofre forte pressão da pesca, tanto direcionada quanto incidental, sendo uma das principais ameaças à sua sobrevivência.
O tubarão mais rápido do mundo é o mako, também conhecido como anequim (Isurus oxyrinchus). Ele pode atingir velocidades superiores a 70 km/h em curtas distâncias, segundo fontes como o G1 e o Metrópoles.
Além do recente avistamento em Paraty (RJ), há registros da espécie em outras partes do litoral brasileiro, como próximo à praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, e em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
A orientação dos órgãos ambientais é sair da água imediatamente, sem pânico, e não tentar se aproximar ou interagir com o animal. A presença do tubarão pode ser comunicada à Vigilância Ambiental local para auxiliar no monitoramento.
O avistamento do tubarão-mako em Paraty é um evento raro que destaca a riqueza da biodiversidade marinha na Baía da Ilha Grande. Ao mesmo tempo, serve como um alerta para a situação vulnerável da espécie, que está criticamente ameaçada de extinção. Embora o risco para humanos seja baixo, a recomendação é sempre manter a distância e respeitar a vida selvagem.
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