Um urubu se instalou na sua sacada ou churrasqueira? Um caso no Paraná viralizou e o Instituto Água e Terra (IAT) explica os passos corretos. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Encontrar um urubu fazendo ninho em casa pode ser uma surpresa, como aconteceu com uma moradora de Cascavel, no Paraná, que encontrou uma ave na churrasqueira de seu apartamento. Atualizado em 15 de setembro de 2026, a orientação principal do Instituto Água e Terra (IAT) é clara: não toque no animal nem no ninho. A remoção é proibida por lei e pode configurar crime ambiental.
A presença de urubus em áreas urbanas para nidificação está ligada ao período reprodutivo da espécie, que ocorre principalmente entre os meses de julho e dezembro. Durante essa fase, as aves procuram locais seguros, cobertos e protegidos de predadores para colocar seus ovos, e espaços como churrasqueiras e sacadas podem oferecer essas condições ideais, conforme explica o IAT.
A fauna silvestre brasileira é protegida pela Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998). De acordo com a legislação, destruir ou danificar ninhos e abrigos de animais silvestres é crime. A pena para quem desrespeita a lei pode variar de seis meses a um ano de detenção, além da aplicação de multa. Por isso, a remoção forçada do ninho é ilegal.
Caso um urubu já tenha se instalado em sua propriedade, o Instituto Água e Terra orienta seguir passos específicos para garantir a segurança do animal e dos moradores:
Para evitar que a situação ocorra, o IAT recomenda medidas preventivas simples:
O ciclo completo, desde a postura do ovo até os filhotes se tornarem independentes e deixarem o ninho, pode levar de dois a três meses. A incubação dura em média 39 dias e os primeiros voos acontecem com cerca de 70 dias.
Sim. A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/1998 protege a fauna silvestre, e a destruição de ninhos é crime passível de detenção e multa.
A presença de um ninho de urubu em casa exige paciência e respeito à legislação ambiental. A atitude correta é isolar o local, não interferir com a ave e acionar as autoridades ambientais para orientação. Medidas preventivas, como a instalação de barreiras físicas, são a forma mais eficaz de evitar a situação.
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