Saiba como a Marinha dos EUA usou 226 kg de explosivos para afundar o USS Oriskany em 37 minutos, transformando-o no maior recife artificial do mundo.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Em uma operação planejada que durou apenas 37 minutos, a Marinha dos Estados Unidos afundou intencionalmente o porta-aviões USS Oriskany em 17 de maio de 2006, na costa da Flórida. O navio de guerra, veterano das guerras da Coreia e do Vietnã, foi transformado no maior recife artificial do mundo, um projeto que custou cerca de 20 milhões de dólares e exigiu uma complexa preparação ambiental. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Para afundar o USS Oriskany, uma embarcação de quase 300 metros de comprimento, mergulhadores da Marinha posicionaram estrategicamente 226 quilos de explosivos em seu casco, conforme relatado pela BBC. A detonação controlada levou o navio ao fundo do Golfo do México em um tempo muito menor do que as cinco horas previstas por especialistas, segundo a mesma fonte.
O processo foi o resultado de anos de estudo e preparação, que envolveram um custo de aproximadamente 20 milhões de dólares. Antes do afundamento, o porta-aviões passou por uma rigorosa limpeza para remover resíduos tóxicos, como óleos e amiantos, garantindo que a estrutura não prejudicasse o ecossistema marinho. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA aprovou a operação, afirmando que as toxinas remanescentes vazariam lentamente ao longo de 100 anos, sem representar perigo à vida marinha, de acordo com o Estadão.
Após ser desativado em 1976, o USS Oriskany teve seu destino final selado como um projeto ecológico. Hoje, ele repousa a 64 metros de profundidade, a cerca de 36 quilômetros da costa de Pensacola, na Flórida. Sua nova missão é servir como um habitat para corais, peixes e outras criaturas marinhas, além de ser uma atração mundial para mergulhadores e pescadores.
O afundamento do Oriskany foi o primeiro navio a fazer parte de um programa da Marinha dos EUA para transformar embarcações obsoletas em recifes artificiais, desenvolvendo uma tecnologia que poderia ser replicada em futuras operações de forma mais econômica.
O USS Oriskany afundou em 37 minutos, conforme registrado pela publicação Correio da Manhã. Outras fontes da época relataram tempos que variam entre 30 e 45 minutos, mas a operação foi consistentemente mais rápida do que o previsto.
O recife está no Golfo do México, a aproximadamente 36 quilômetros (24 milhas) da costa de Pensacola, Flórida. A estrutura principal do navio repousa a uma profundidade de 64 metros.
Após ser desativado do serviço militar, o porta-aviões foi afundado de forma controlada para se tornar o maior recife artificial do mundo. O objetivo era criar um novo ecossistema para a vida marinha e um destino turístico para atividades de mergulho e pesca.
A transformação do USS Oriskany de um imponente navio de guerra em um próspero santuário marinho representa um marco na engenharia e na conservação ambiental. A operação não apenas deu um novo propósito a uma embarcação histórica, mas também estabeleceu um precedente para o reaproveitamento de estruturas navais em benefício do meio ambiente e do turismo.
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