Conheça a emocionante história de Capitán, o cão que desapareceu após a morte do dono e passou quase 11 anos ao lado de seu túmulo em um cemitério na Argentina.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história de lealdade do cachorro Capitán, que passou quase 11 anos visitando diariamente o túmulo de seu dono em um cemitério na Argentina, chegou ao fim. O animal morreu aos 16 anos no mesmo local onde manteve sua vigília, na cidade de Villa Carlos Paz, província de Córdoba. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Capitán foi um presente de Miguel Guzmán para seu filho Damián em 2005. No entanto, em março de 2006, Miguel faleceu. Pouco depois, o cachorro desapareceu da casa da família, que o considerou perdido ou adotado por outras pessoas, conforme relatado por veículos como o G1 e o jornal La Voz.
Meses depois, durante uma visita ao cemitério, a família se surpreendeu ao encontrar Capitán deitado sobre o túmulo de Miguel. "Damián começou a gritar, e o cachorro se aproximou de nós ganindo, como se chorasse", contou a viúva de Guzmán, Verónica, ao La Voz, segundo o El País.
O fato mais notável da história é que ninguém sabe como Capitán encontrou o túmulo. Miguel morreu em um hospital e seu corpo foi levado a uma funerária longe de casa, sem que o cão acompanhasse o trajeto. "O cachorro apareceu um dia, sem que ninguém o trouxesse, e começou a dar voltas por todos os cantos até que encontrou o túmulo de seu dono", disse Héctor Baccega, diretor do cemitério, em 2012.
Durante mais de uma década, Capitán manteve uma rotina fiel. Ele perambulava pelo cemitério durante o dia e, pontualmente às 18h, deitava-se sobre a sepultura de Miguel para passar a noite. Funcionários e frequentadores do local, como a florista Marta Clot, passaram a cuidar do animal, fornecendo alimento e cuidados.
Com o avanço da idade, a saúde de Capitán se deteriorou. Ele sofria de insuficiência renal crônica, perdeu parte da visão e tinha dificuldades para caminhar. O veterinário Cristian Stempels confirmou que o problema renal foi detectado anos antes de sua morte. Em fevereiro de 2018, Capitán foi encontrado sem vida em um banheiro do cemitério, o lugar que escolheu como seu lar.
Capitán manteve sua vigília no túmulo de seu dono, Miguel Guzmán, por um período de quase 11 anos, desde que foi encontrado no local em 2007 até sua morte em fevereiro de 2018.
A história aconteceu na cidade de Villa Carlos Paz, na província de Córdoba, Argentina. O cemitério municipal da cidade se tornou o lar do cachorro durante sua longa espera.
Capitán morreu aos 16 anos de idade devido a complicações de uma insuficiência renal crônica, uma condição diagnosticada quatro anos antes de seu falecimento. Ele foi encontrado já sem vida no cemitério.
A história de Capitán emocionou a Argentina e o mundo, tornando-se um símbolo de amor e lealdade incondicional. Após sua morte, moradores locais iniciaram petições para que o cão fosse homenageado, possivelmente com um monumento ou sendo enterrado no mesmo cemitério que guardou por tanto tempo. Sua dedicação, comparada à do famoso cão japonês Hachiko, deixou uma lição sobre o vínculo entre animais e seus donos.
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