Uma imagem comovente de uma elefanta carregando um filhote sem vida venceu o Wildlife Photographer of the Year. Conheça a história do clique e a revelação sobre o animal.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A comovente imagem de uma elefanta carregando o corpo de um filhote morto na Namíbia venceu o prestigioso prêmio Wildlife Photographer of the Year de 2026, considerado o "Oscar" da fotografia de vida selvagem. O registro, intitulado "The Aftermath" (O Desfecho), foi feito pelo fotógrafo italiano Federico Veronesi e superou mais de 65 mil inscrições de 121 países. Atualizado em 14 de outubro de 2026.
O fotógrafo Federico Veronesi estava rastreando um grupo de elefantes no vale do rio Huab, uma região árida da Namíbia, quando notou marcas de arrasto incomuns na areia. Ao alcançar a manada, ele se deparou com a cena poderosa: uma fêmea carregava o corpo de um filhote recém-nascido, com a perna do pequeno animal encaixada entre sua presa e a tromba, conforme relatado por múltiplos veículos de imprensa.
A imagem em preto e branco gerou forte impacto no painel de jurados do concurso, organizado pelo Museu de História Natural de Londres. Kathy Moran, presidente do júri, descreveu a fotografia como um "soco no estômago" e "de uma pungência dilacerante". Segundo o G1, ela afirmou que a imagem é uma prova intelectual de que os animais têm cognição.
Uma investigação posterior revelou um detalhe surpreendente que adiciona ainda mais complexidade à cena. De acordo com uma reportagem do G1, a elefanta que carregava o corpo não era a mãe do filhote. A fêmea, de 14 anos, havia perdido seu próprio filhote dois anos antes e, desde então, foi vista repetindo esse comportamento com outros natimortos do grupo. Pesquisadores interpretam o ato como uma possível manifestação de luto e trauma, mostrando uma sensibilidade animal mais profunda do que se imaginava.
Em sua 62ª edição, o Wildlife Photographer of the Year recebeu um número recorde de 65.403 inscrições. O concurso, criado em 1965, é uma das mais importantes vitrines para a fotografia de natureza no mundo. Além de premiar a excelência técnica e artística, o evento busca conscientizar o público sobre a conservação ambiental e os desafios enfrentados pela biodiversidade, como informa o Metrópoles.
A foto foi tirada pelo fotógrafo italiano Federico Veronesi. Ele vive no Quênia desde 2002 e é especializado em fotografia de vida selvagem na savana africana.
A imagem, intitulada "The Aftermath", ganhou o grande prêmio do Wildlife Photographer of the Year de 2026, a principal competição de fotografia de natureza do mundo, organizada pelo Museu de História Natural de Londres.
Não. Segundo apuração do G1 com pesquisadores que monitoram o grupo, a fêmea havia perdido seu próprio filhote anos antes. O comportamento de carregar outros filhotes natimortos é interpretado como uma complexa reação emocional à sua própria perda.
A vitória de "The Aftermath" não celebra apenas uma imagem tecnicamente impecável, mas também abre uma janela para a complexidade das emoções animais. A história por trás da fotografia de Federico Veronesi, especialmente a revelação de que a elefanta não era a mãe, reforça o debate sobre o luto e a senciência no reino animal, destacando a urgência da conservação de espécies tão sensíveis.
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