O fenômeno El Niño deve se intensificar e atingir seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, segundo a NOAA. Entenda as previsões de intensidade.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. O fenômeno climático El Niño deve se intensificar nos próximos meses e atingir seu pico de força entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A previsão é da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que indica a possibilidade de este ser um dos episódios mais fortes já registrados.
De acordo com as projeções da NOAA, o período de maior intensidade do El Niño está previsto para o trimestre que compreende novembro de 2026, dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Embora a agência não determine um mês exato, os modelos climáticos apontam para essa janela como o momento de aquecimento máximo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, conforme divulgado em boletins recentes.
Os modelos indicam que o índice Niño 3.4, principal referência para medir o fenômeno, pode registrar temperaturas de 3°C a 3,5°C acima da média histórica. Essa marca caracteriza um episódio de intensidade "muito forte", segundo a classificação da NOAA. Algumas projeções, como as da Organização Meteorológica Mundial (OMM), sugerem que o aquecimento pode chegar a 3,7°C, superando recordes anteriores. Há uma chance de 75% a 83% de que o evento seja o mais forte desde 1950, com alguns especialistas citando a possibilidade de ser o mais intenso dos últimos 150 anos.
Historicamente, o fortalecimento do El Niño altera os padrões de chuva e temperatura no Brasil. A tendência é de chuvas acima da média na Região Sul, aumentando o risco de eventos extremos como temporais e alagamentos. Em contrapartida, as regiões Norte e parte do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos e redução no volume de chuvas. No Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos podem ser mais irregulares, com possibilidade de ondas de calor.
O El Niño é um fenômeno climático natural causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais na porção central e leste do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera, influenciando os padrões de clima em diversas partes do mundo.
Não necessariamente. A intensidade dos impactos climáticos não depende apenas da temperatura do Pacífico. A interação com outros sistemas atmosféricos é crucial. Um El Niño muito forte aumenta a probabilidade de eventos extremos, mas não determina onde ou quando eles ocorrerão.
As projeções da NOAA indicam que o fenômeno deve permanecer ativo e forte até o trimestre de janeiro a março de 2027. A tendência é de um enfraquecimento gradual a partir de então, com o cenário mais provável sendo o retorno a condições neutras entre maio e julho de 2027.
Em resumo, as previsões da NOAA e de outras agências internacionais apontam para um El Niño de intensidade histórica com pico previsto para o final de 2026 e início de 2027. Os impactos no Brasil devem variar regionalmente, exigindo monitoramento constante das condições climáticas para mitigar riscos de chuvas intensas no Sul e seca no Norte e Nordeste.
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