O ciclone Champi atingiu a categoria 5, a máxima, com ventos de quase 300 km/h no Pacífico. Entenda a força do fenômeno e as áreas em alerta na Ásia.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Supertufão Champi se tornou a tempestade mais forte do planeta em 2026, alcançando a categoria 5, a máxima na escala Saffir-Simpson. Atualizado em 22 de outubro de 2026, o fenômeno avança pelo Oceano Pacífico Ocidental com ventos sustentados próximos a 300 km/h e rajadas que superam os 360 km/h, colocando em alerta países como Filipinas, Taiwan e China.
O Supertufão Champi, apelidado de "ciclone monstro", ganhou o título de tempestade mais intensa do ano em velocidade de ventos. Segundo a MetSul Meteorologia e a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o sistema registrou ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h, superando o Furacão Polo, que havia atingido 285 km/h no Pacífico Oriental. Embora Polo tenha registrado uma pressão atmosférica central ligeiramente menor (892 hPa contra 895 hPa de Champi), a velocidade dos ventos de Champi o estabeleceu como o mais potente do ano.
O ciclone se desloca pelo Mar das Filipinas e representa uma ameaça direta para diversas áreas no Leste Asiático. As autoridades locais monitoram de perto a trajetória do sistema, que pode causar chuvas torrenciais, inundações, deslizamentos de terra e ondas perigosas.
A rápida intensificação do Champi foi alimentada por uma combinação de fatores oceânicos e atmosféricos ideais. O principal combustível foi a temperatura da superfície do mar na região, que estava próxima de 30°C. Essa água quente fornece calor e umidade, essenciais para fortalecer ciclones tropicais. Além disso, o fenômeno encontrou baixo cisalhamento vertical do vento — uma condição em que há pouca variação na velocidade e direção do vento com a altitude —, o que permitiu que sua estrutura circular se mantivesse organizada e potente.
Tufão, furacão e ciclone são o mesmo fenômeno meteorológico: uma tempestade tropical giratória de grande intensidade. O nome varia apenas conforme a região onde se forma. No noroeste do Oceano Pacífico, é chamado de tufão; no Atlântico e nordeste do Pacífico, de furacão; e no Oceano Índico e Pacífico Sul, de ciclone tropical.
Não. O Supertufão Champi está restrito ao Pacífico Ocidental, a milhares de quilômetros da América do Sul. Não há qualquer risco de o fenômeno atingir o Brasil, cuja costa é banhada pelo Oceano Atlântico, onde as condições para a formação de sistemas tão intensos são raras.
Meteorologistas preveem que o Champi comece a perder força gradualmente ao se mover para águas oceânicas mais frias e encontrar condições atmosféricas menos favoráveis. A tendência é que ele enfraqueça para o equivalente a um furacão de categoria 3 ou 4, mas ainda assim permanecerá extremamente perigoso, capaz de causar danos significativos nas áreas por onde passar.
O Supertufão Champi se consolida como o evento climático extremo mais intenso de 2026 em termos de ventos, representando uma ameaça significativa para o Leste Asiático. Embora a previsão indique um enfraquecimento gradual, as autoridades de Filipinas, Taiwan e China permanecem em alerta máximo devido ao risco de chuvas torrenciais, inundações e ventos destrutivos nos próximos dias.
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