Relatório do Cenipa revela que detritos de alumínio na bomba de combustível causaram a falha no motor do Cirrus SR22 que acionou paraquedas em 2023. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A falha no motor do avião monomotor Cirrus SR22, que acionou um paraquedas e pousou em Sabará (MG) em 11 de março de 2023, foi causada por um bloqueio na bomba de combustível. A conclusão consta no relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), divulgado nesta quinta-feira (22). Nenhum dos seis ocupantes se feriu no incidente, que ocorreu após a decolagem do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Atualizado em 22 de outubro de 2026.
Segundo a investigação do Cenipa, a presença de resíduos de alumínio entre o eixo e a bucha da bomba mecânica de combustível provocou o travamento do mecanismo. Com o motor ainda em rotação, o eixo de acoplamento se rompeu, interrompendo abruptamente o fornecimento de combustível e causando a parada do motor, conforme detalha o relatório.
Os investigadores apontam que a origem do material é indeterminada, mas consideram possível que o detrito estivesse na peça desde a fabricação ou montagem. A aeronave, adquirida diretamente da fábrica, tinha apenas 43 horas de voo e a bomba nunca havia passado por manutenção. O filtro de combustível, localizado antes da bomba, estava íntegro e sem contaminantes.
Como medida preventiva, o Cenipa recomendou à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que atue junto à Continental, fabricante do motor, para verificar o controle de qualidade na produção das bombas do modelo IO-550-N e evitar a presença de detritos.
O relatório concluiu que o piloto executou corretamente os procedimentos de emergência e acionou o sistema de paraquedas da aeronave (CAPS) conforme as orientações do fabricante. Esse sistema é projetado para permitir que todo o avião desça em segurança em uma situação crítica.
O acionamento é feito por uma alavanca na cabine, que dispara um foguete para extrair e abrir o paraquedas rapidamente. A tecnologia foi fundamental para que o avião realizasse uma descida controlada, reduzindo o impacto com o solo e garantindo que os seis ocupantes — quatro adultos, uma criança de 3 anos e um recém-nascido de três dias — saíssem ilesos.
A falha foi causada pela presença de um detrito de alumínio na bomba de combustível, que bloqueou seu funcionamento e interrompeu o fluxo para o motor, de acordo com o relatório final do Cenipa.
Não. O piloto e os cinco passageiros saíram ilesos graças à correta execução dos procedimentos de emergência e ao acionamento do paraquedas da aeronave, que permitiu um pouso seguro.
A aeronave partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O pouso de emergência ocorreu em uma área de Sabará, na região metropolitana da capital mineira.
A investigação oficial do Cenipa esclareceu que uma falha de fabricação, e não de manutenção ou operação, levou à parada do motor do Cirrus SR22. O incidente destaca a importância dos sistemas de segurança, como o paraquedas balístico, que, aliado à perícia do piloto, garantiu um desfecho sem vítimas para um evento potencialmente trágico.
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