Voo de teste da empresa Innospace apresentou desvio de rota e foi interrompido por segurança pela Força Aérea Brasileira. Foguete caiu no mar, sem feridos.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Força Aérea Brasileira (FAB) interrompeu o voo de um foguete sul-coreano 35 segundos após sua decolagem do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na noite de quarta-feira (19). A ação foi uma medida de segurança após o veículo, modelo Sebit, apresentar anomalias e desviar de sua trajetória prevista. Atualizado em 21 de agosto de 2026.
O foguete Sebit, da empresa sul-coreana Innospace, decolou normalmente às 16h30 (horário de Brasília) para um voo de teste suborbital. Contudo, durante a subida, foi detectado um desvio da rota planejada, conforme informado pela empresa em nota. Seguindo os protocolos de segurança, a FAB acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS), encerrando a missão.
O veículo caiu em uma área de segurança marítima previamente designada, sem causar feridos ou danos às instalações em terra, segundo o G1 e o Metrópoles. Apesar da falha, a Innospace destacou que o voo permitiu a coleta de dados valiosos sobre os sistemas de propulsão, navegação e controle.
A FAB ativou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, da sigla em inglês) como um procedimento padrão para garantir a segurança. Esse mecanismo é utilizado em operações espaciais para interromper o voo de um foguete que apresenta comportamento anormal ou sai da rota, impedindo que ele atinja áreas povoadas ou ofereça riscos.
Quando acionado, o FTS interrompe a propulsão e rompe a estrutura do veículo de forma controlada, fazendo com que ele caia em uma zona segura, como explica o portal Meio News. A responsabilidade pela segurança da operação é da FAB, enquanto o desempenho do foguete é da empresa contratante.
A Innospace informou que os dados coletados durante os 35 segundos de voo serão analisados para identificar a causa exata da anomalia. O diretor-presidente da empresa, Kim Soo-jong, afirmou que a investigação ajudará a aprimorar a confiabilidade de futuros veículos.
Apesar do incidente, a companhia sul-coreana mantém os planos para uma nova tentativa de lançamento em novembro de 2026, desta vez do foguete HANBIT-Nano, também a partir de Alcântara. O lançamento do Sebit marcou o primeiro contrato comercial da Alada, estatal brasileira criada para expandir o uso comercial da infraestrutura aeroespacial do país.
É um mecanismo de segurança que permite destruir um foguete em pleno voo caso ele desvie de sua rota ou apresente falhas graves. O objetivo é evitar que o veículo caia em áreas povoadas ou cause acidentes maiores.
Não. Todas as fontes confirmam que o foguete caiu em uma área segura no mar e não houve registro de feridos nem danos às instalações do Centro de Lançamento de Alcântara.
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) possui uma localização estratégica por ser próximo à Linha do Equador. Isso permite que os foguetes aproveitem a velocidade de rotação da Terra, economizando combustível para alcançar a órbita.
A interrupção do voo do foguete sul-coreano Sebit pela FAB foi um procedimento de segurança bem-sucedido que evitou maiores riscos. Embora a missão não tenha sido concluída, o incidente forneceu dados cruciais para a Innospace, que segue com seus planos de lançamentos futuros a partir do Brasil, reforçando a importância estratégica da base de Alcântara no cenário espacial global.
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