Oito tripulantes de Gana permanecem a bordo da embarcação, que foi resgatada pela Marinha após ficar quase dois meses à deriva e está retida no Porto de Fortaleza.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Oito tripulantes de um navio de bandeira africana, resgatado pela Marinha do Brasil após quase dois meses à deriva, enfrentam condições precárias a bordo da embarcação, que está atracada e retida no Porto de Fortaleza, no Ceará. A situação foi constatada pela Polícia Federal, que apontou condições mínimas de higiene e restrições no acesso à água potável.
De acordo com a Polícia Federal, os tripulantes, majoritariamente de Gana, foram encontrados com elevado nível de estresse psicológico e falta de comunicação com familiares. Desde o resgate, eles têm recebido assistência humanitária, incluindo cestas básicas, água, itens de higiene e apoio psicológico fornecidos pela Secretaria de Direitos Humanos do Ceará. "Seria melhor se ficássemos fora do navio", desabafou o capitão John Asembi, em entrevista à TV Verdes Mares.
O navio-tanque NW AIDARA, de bandeira de Togo, partiu de Dakar, no Senegal, em 5 de fevereiro, mas uma falha no sistema hidráulico o deixou sem propulsão e à deriva no Oceano Atlântico. Após mais de 50 dias no mar e com escassez de alimentos, a embarcação entrou em águas jurisdicionais brasileiras e foi interceptada por uma operação da Marinha do Brasil, sendo rebocada até Fortaleza, onde chegou em 27 de março.
A Marinha instaurou um Processo Administrativo para investigar o caso, e o navio permanecerá retido no porto até a conclusão da apuração e a comprovação das condições de navegabilidade. Uma empresa brasileira foi contratada pela companhia proprietária da embarcação para realizar os reparos necessários. Enquanto isso, os tripulantes aguardam uma solução. A maioria não possui visto para transitar livremente no Brasil, embora tenham recebido autorização da PF para circular pela cidade, desde que informem os destinos.
Com projetos estratégicos atrasados e estoques de munição em níveis críticos, as Forças Armadas do Brasil enfrentam um desafio de prontidão. Comandantes alertam para o risco de obsolescência e perda de capacidade de dissuasão.
Uma moradora encontrou pedreiros em sua cobertura sem aviso. Entenda quando o acesso ao imóvel vizinho é permitido e quem paga por danos como telhas quebradas.
Longe das praias, Guaramiranga (CE) oferece clima de serra, neblina e temperaturas de até 10°C. Saiba o que fazer, onde comer e como chegar.
Oficial da Força Aérea Brasileira, formado pelo ITA, foi para a reserva não remunerada e enfrenta cobrança por custos de formação. Entenda a decisão judicial.