Voo de teste do foguete SEBIT foi encerrado por segurança 35 segundos após decolar de Alcântara (MA) ao apresentar anomalias. Entenda o que aconteceu.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Força Aérea Brasileira (FAB) interrompeu o voo de um foguete sul-coreano que havia sido lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na tarde de quarta-feira (19). Atualizado em 20 de agosto de 2026, o incidente ocorreu após o veículo apresentar um desvio de sua rota planejada, levando a FAB a acionar um sistema de segurança que resultou na queda do foguete no mar.
O foguete suborbital SEBIT, da empresa sul-coreana Innospace, decolou às 16h30 (horário de Brasília) em um voo de teste. Cerca de 35 segundos após o lançamento, os sistemas de controle detectaram anomalias e um desvio da trajetória prevista. Seguindo os protocolos de segurança, a Força Aérea Brasileira acionou o Sistema de Terminação de Voo para encerrar a missão de forma controlada, conforme informado pela empresa e por fontes militares.
O foguete caiu em uma zona de segurança marítima previamente estabelecida no Oceano Atlântico, na costa do Maranhão. A Innospace confirmou que não houve feridos nem danos às instalações do centro de lançamento. Apesar da interrupção, a empresa destacou que dados valiosos sobre os sistemas de propulsão, navegação e controle foram coletados e serão analisados para identificar a causa da falha.
A interrupção do voo foi uma medida de segurança padrão. O Sistema de Terminação de Voo é acionado sempre que um veículo se afasta dos limites de trajetória estabelecidos, para evitar qualquer risco a pessoas, embarcações ou áreas em terra. Segundo especialistas, o acionamento do sistema demonstra que a cadeia de segurança do Centro de Lançamento de Alcântara funcionou como o esperado, garantindo que os destroços caíssem em uma área segura e controlada.
Este lançamento era o primeiro contrato comercial intermediado pela ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil), estatal criada em 2025 para expandir o uso comercial da infraestrutura aeroespacial do país.
O SEBIT é um foguete suborbital de estágio único, desenvolvido pela Innospace para realizar testes de tecnologias e pesquisas científicas. Ele foi projetado para transportar cargas a altitudes de até 100 quilômetros, em missões que não visam colocar satélites em órbita, mas sim validar componentes e realizar experimentos em microgravidade.
Sim. A Innospace informou que mantém os preparativos para uma nova tentativa de lançamento do seu foguete orbital, o HANBIT-Nano, prevista para novembro de 2026, também a partir de Alcântara. Este será o segundo lançamento do HANBIT-Nano, após uma explosão em dezembro de 2025 ter destruído o primeiro veículo.
O Centro de Lançamento de Alcântara possui uma localização estratégica por sua proximidade com a Linha do Equador. Essa condição geográfica permite que os foguetes aproveitem a velocidade de rotação da Terra, o que pode resultar em uma economia de combustível. Além disso, a baixa densidade populacional na região favorece a segurança das operações.
A interrupção do voo do foguete SEBIT, embora não tenha permitido a conclusão total da missão de teste, serviu para validar os rigorosos protocolos de segurança da base de Alcântara. A coleta de dados pela Innospace será crucial para aprimorar futuros projetos, incluindo o próximo lançamento orbital previsto para novembro, reforçando a parceria estratégica entre a empresa sul-coreana e o programa espacial brasileiro.
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