Romualdo Macedo Rodrigues ficou à deriva no Atlântico após seu barco afundar. Sem saber nadar, ele usou um freezer para boiar. Entenda a incrível história de sobrevivência.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O pescador brasileiro Romualdo Macedo Rodrigues, de 44 anos, sobreviveu a uma provação de 11 dias à deriva no Oceano Atlântico dentro de um freezer após o naufrágio de seu barco. Resgatado na costa do Suriname em agosto de 2022, ele ainda enfrentou uma detenção de 16 dias por falta de documentos antes de retornar ao Brasil. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Romualdo partiu do porto de Oiapoque, no Amapá, para uma pescaria que deveria durar três dias. No entanto, sua embarcação de madeira começou a apresentar rachaduras e a ser invadida pela água. Conforme relatado à TV Record, ele tentou secar o barco, mas não conseguiu evitar o naufrágio. Como não sabia nadar, sua única alternativa foi um freezer que estava a bordo.
"Quando eu vi que não tinha jeito, eu peguei o freezer e fui embora", contou Romualdo, que usou o eletrodoméstico como um bote improvisado para se manter flutuando no oceano.
Durante 11 dias, Romualdo ficou sem comida e sem água, à deriva a uma distância estimada de 400 quilômetros da costa. Além da fome e da sede, que ele descreveu como o que mais o incomodava, o pescador enfrentou o medo de ser atacado por tubarões. "Eu pensava que ia ser atacado pelos tubarões porque em alto mar tem muito peixe curioso", relatou. A exposição ao sol e ao sal causou feridas e problemas de visão. Ele acredita ter perdido cerca de 5 quilos no período.
Em 11 de agosto de 2022, pescadores do Suriname avistaram o freezer boiando e se aproximaram. Inicialmente, não perceberam que havia alguém dentro. "Minha vista já estava se apagando, aí eu falei: 'Meu Deus, o barco'. Levantei meus braços e pedi socorro", detalhou Romualdo. Após o resgate, ele recebeu os primeiros socorros em Paramaribo, capital do Suriname, mas foi detido por 16 dias por não possuir documentos para entrar no país. Ele foi mantido em uma cela com outros presos até que as autoridades brasileiras conseguissem sua repatriação.
Romualdo Macedo Rodrigues usou o freezer como um dispositivo de flutuação para não se afogar, já que não sabia nadar. Ele sobreviveu 11 dias sem comida ou água, mas foi encontrado extremamente debilitado, desidratado e com insolação. Ele mesmo afirmou que "se passasse mais um dia, eu ia morrer no freezer mesmo".
Ele foi detido pela polícia do Suriname por ter entrado no país sem documentação, sendo considerado um imigrante em situação ilegal. Romualdo permaneceu preso por 16 dias até ser repatriado para o Brasil com documentos especiais emitidos pelas autoridades brasileiras.
Ele partiu do porto de Oiapoque, no Amapá, com destino à Ilha dos Macacos, na Guiana Francesa, para uma pescaria. Após o naufrágio, ficou à deriva e foi encontrado a cerca de 400 quilômetros da costa do Suriname.
Após a intervenção da Polícia Federal, Romualdo foi repatriado em um voo para Belém, no Pará. Ele descreveu o retorno como "o dia mais importante" de sua vida. Grato pela sobrevivência, ele considerou o freezer um milagre divino. "Essa geladeira, para mim, foi Deus. Um milagre", afirmou. "Nasci de novo".
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