Projetos que ampliam o porte de arma para agentes de trânsito, oficiais de Justiça e fiscais avançam no Congresso. Entenda o que foi aprovado e o que falta.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que ampliam o porte de arma de fogo para diversas categorias profissionais avançaram no Congresso Nacional, mas as mudanças ainda não estão em vigor. Atualizado em 29 de setembro de 2026, o principal avanço ocorreu na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, que aprovou um texto (PL 302/26) incluindo novos grupos de servidores públicos na lista de autorizados, sob regras específicas.
É crucial entender que a aprovação em comissões é uma etapa intermediária do processo legislativo. Para que as novas regras se tornem lei, as propostas ainda precisam ser analisadas por outras comissões, como a de Constituição e Justiça (CCJ), e votadas pelos plenários da Câmara e do Senado, conforme apontam as fontes consultadas.
O Projeto de Lei 302/26, aprovado na Comissão de Segurança Pública, prevê o porte funcional para nove grupos de servidores. Outros projetos, em tramitação separada, contemplam categorias como advogados e corretores de imóveis. A lista principal inclui:
A proposta estabelece regras claras para o porte funcional dos novos grupos. O uso da arma de fogo seria restrito ao período de serviço, e o armamento seria de propriedade e responsabilidade da instituição pública à qual o servidor está vinculado, segundo informações do portal A Tarde e do ND Mais.
Para certas categorias, a autorização depende do tipo de atividade exercida. De acordo com os projetos, as condições são:
Além dos servidores públicos listados no PL 302/26, outros projetos de lei em tramitação no Congresso buscam autorizar o porte para diferentes profissões, reconhecendo suas atividades como de risco. Conforme apurado pela Agência GBC, propostas individuais contemplam:
Cada um desses projetos está em uma fase diferente de tramitação e, assim como o PL 302/26, ainda precisa percorrer todo o caminho legislativo antes de uma possível sanção.
Não. A aprovação na Comissão de Segurança Pública é apenas uma das etapas. O texto principal (PL 302/26) ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e, posteriormente, passar pelas votações nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para se tornar lei.
As regras centrais são: o uso da arma é permitido apenas durante o horário de serviço; o armamento é de propriedade, guarda e responsabilidade da instituição pública; e para algumas funções, como agentes de trânsito, a autorização está condicionada ao exercício de atividades específicas de fiscalização ou patrulhamento.
É o principal projeto que trata da ampliação do porte de arma para servidores públicos. O texto aprovado na comissão é um substitutivo do relator, deputado Capitão Alden (PL-BA), que consolidou as regras para nove categorias, alterando o Estatuto do Desarmamento.
Embora o debate sobre a ampliação do porte de arma para novas profissões tenha avançado significativamente no Congresso Nacional, com a aprovação de projetos em comissões, as mudanças propostas ainda não são lei. Os textos seguem em tramitação e precisam cumprir todas as etapas legislativas antes de uma eventual sanção presidencial e entrada em vigor.
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