Conheça o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um sistema hídrico de 145 km que levará água do Rio São Francisco para o sertão. Entenda como a obra funciona.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O "rio artificial" de 145 km que tem chamado a atenção no Brasil é o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), uma das maiores obras de infraestrutura hídrica do país, projetada para combater a seca histórica no sertão nordestino. Atualizado em 26 de junho de 2026.
A megaestrutura transporta água da Transposição do Rio São Francisco para regiões estratégicas do estado, com o objetivo de garantir o abastecimento para mais de meio milhão de pessoas em sua fase inicial e fortalecer a economia local.
O Cinturão das Águas do Ceará é um complexo sistema de adução com 145,3 quilômetros de extensão, composto por canais a céu aberto, túneis e sifões. Segundo o Governo do Ceará, a obra capta água na Barragem de Jati, conectada ao Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), e a transporta até a nascente do Rio Cariús, no município de Nova Olinda.
Considerado uma das iniciativas de segurança hídrica mais importantes da América Latina, o projeto visa redistribuir vazões entre diferentes bacias hidrográficas cearenses, reforçando reservatórios estratégicos como o Açude Orós e o Castanhão, o maior do estado.
A principal inovação do Cinturão das Águas é seu design, que utiliza a topografia do terreno para transportar a água majoritariamente por gravidade. De acordo com informações técnicas do projeto, essa abordagem elimina a necessidade de estações de bombeamento de alto custo, reduzindo o consumo de energia e os custos de manutenção.
Para vencer o relevo acidentado do sertão, a engenharia recorreu a uma combinação de estruturas:
O sistema foi projetado para operar com uma vazão máxima de 30 metros cúbicos por segundo, garantindo um fluxo contínuo mesmo em períodos de estiagem severa.
O impacto do CAC é vasto e multifacetado. A área de influência direta abrange 24 municípios, beneficiando imediatamente mais de 561 mil moradores, conforme dados do governo estadual. Com futuras conexões ao sistema hídrico de Fortaleza, o alcance pode superar 5 milhões de pessoas.
Além do consumo humano, que é a prioridade, o projeto foi planejado para impulsionar a economia regional, apoiando setores como:
A construção do Trecho 1 foi dividida em cinco lotes. No final de 2025, a obra já havia atingido 91% de execução física. Os lotes 1, 2 e 5, que somam quase 80 km, já estão com suas seções hidráulicas principais concluídas. Os lotes 3 e 4 seguem em execução acelerada.
A previsão de conclusão total do sistema é para 2026. O custo da obra, inicialmente estimado em R$ 800 milhões, ultrapassou R$ 1 bilhão devido à complexidade técnica. Durante sua construção, o projeto gerou mais de 1.500 empregos diretos.
É o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um sistema hídrico de 145 km composto por canais, túneis e sifões, projetado para levar água da Transposição do Rio São Francisco ao interior do estado e combater a seca.
A água é captada na Barragem de Jati, que recebe as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), uma iniciativa federal.
Inicialmente, a obra beneficiará diretamente mais de 561 mil pessoas em 24 municípios. Com a integração a outros sistemas, o potencial de alcance é de até 5 milhões de habitantes no Ceará.
O Cinturão das Águas do Ceará representa um marco na engenharia brasileira e uma solução estratégica para a segurança hídrica do Nordeste. Ao utilizar a gravidade para mover a água de forma sustentável, a obra não apenas combate a escassez, mas também cria uma base sólida para o desenvolvimento econômico e social de uma das regiões mais áridas do Brasil.
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