Fenômeno se intensifica no Pacífico e meteorologistas alertam para temporais e enchentes na Região Sul até setembro. Entenda os riscos e os impactos no Brasil.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Super El Niño de 2026 está próximo de alcançar a categoria "muito forte", formando uma "bolha de água quente" no Oceano Pacífico que ameaça provocar chuvas extremas de até 470 milímetros na Região Sul do Brasil até o final de setembro. Atualizado em 12 de agosto de 2026, o alerta de meteorologistas se baseia em anomalias de temperatura que já atingem +1,8°C na principal região de monitoramento, com algumas medições chegando a 2,3°C acima da média, segundo especialistas.
A chamada "bolha de água quente" refere-se ao aquecimento anômalo das águas nos primeiros 300 metros de profundidade do Oceano Pacífico. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), esse aquecimento favorece a intensificação do El Niño. A situação é tão incomum que a agência ampliou para 8°C o limite máximo da escala utilizada em seus mapas de anomalias de temperatura, conforme reportado pelo portal ND Mais.
A principal consequência do fortalecimento do fenômeno é o aumento expressivo do volume de chuvas. Segundo o engenheiro agrônomo e meteorologista Ronaldo Coutinho, da Climaterra, os temporais previstos para os três estados do Sul podem gerar acumulados superiores a 470 mm até o dia 24 de setembro. As áreas de maior risco para transtornos como enchentes e deslizamentos são o Oeste de Santa Catarina e o Noroeste do Rio Grande do Sul.
Os efeitos do Super El Niño não se restringem ao Sul. A previsão indica cenários distintos para o restante do Brasil, com potencial para eventos climáticos severos em todo o território:
Um El Niño é classificado como "Super" quando o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico Equatorial supera 2°C acima da média histórica por um período prolongado. Essa intensificação aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos em escala global, como detalhado pelo Brasil Escola.
Embora os impactos já sejam sentidos, o pico de intensidade do Super El Niño de 2026 está previsto para ocorrer entre os meses de outubro e dezembro, segundo projeções da NOAA. A probabilidade de o fenômeno atingir a categoria máxima, "muito forte", é de 81%.
Pesquisadores e modelos climáticos indicam que o Super El Niño de 2026 pode se tornar o mais intenso dos últimos 150 anos. As projeções apontam que a anomalia da temperatura da superfície do mar pode superar os recordes anteriores, como os registrados nos eventos de 1997-1998 e 2015-2016.
A intensificação do Super El Niño, evidenciada pela "bolha quente" no Pacífico, coloca o Brasil em estado de alerta. A previsão de chuvas de até 470 mm para a Região Sul representa um risco iminente de desastres naturais, enquanto as demais regiões devem se preparar para secas e calor extremo. O acompanhamento constante das atualizações meteorológicas e a adoção de medidas preventivas são cruciais para mitigar os impactos do que pode ser o evento climático mais severo em mais de um século.
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