Um biólogo da Fujama capturou em Jaraguá do Sul (SC) o maior exemplar de jararacuçu dos últimos 5 anos. Saiba mais sobre a serpente e os cuidados necessários.
Olyvio Marques
Editor · Santa Catarina · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um exemplar de jararacuçu (Bothrops jararacussu) com aproximadamente dois metros de comprimento foi resgatado nas proximidades de uma residência em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Considerada a maior serpente peçonhenta do Sul do Brasil, o animal surpreendeu o biólogo Christian Raboch Lempek, da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fujama), por seu tamanho. Segundo ele, foi o maior exemplar capturado pela equipe em mais de cinco anos. Atualizado em 6 de novembro de 2026.
O biólogo Christian Raboch, responsável pelo resgate, afirmou que a equipe não encontrava uma jararacuçu tão grande há mais de um quinquênio. "Faz mais de 5 anos que a gente não resgata um exemplar desse tamanho. Não sei quanto pesa, mas pesa uns 3, 4 quilos", relatou em vídeo divulgado nas redes sociais. A espécie pode atingir até dois metros de comprimento, conforme apurado pelo portal ND Mais.
A presença da serpente em uma área urbana surpreendeu o especialista, já que a jararacuçu costuma ser encontrada em áreas mais afastadas e conservadas. O animal foi localizado por um morador, que acionou a equipe especializada para realizar a remoção segura.
Apesar de seu veneno potente, a jararacuçu desempenha um papel fundamental no equilíbrio do ecossistema, principalmente no controle de populações de roedores. De acordo com Lempek, a serpente se alimenta de um rato a cada cinco ou seis dias, o que representa o consumo de mais de 70 roedores por ano.
Especialistas reforçam que a serpente não é agressiva por natureza e os ataques geralmente ocorrem quando ela se sente acuada ou é surpreendida. A orientação é sempre manter distância e acionar as autoridades competentes.
Sim, a picada é muito perigosa. O veneno da jararacuçu é descrito pelo Instituto Butantan como citotóxico e miotóxico, capaz de causar necrose, destruição muscular e alterações sanguíneas significativas. Em casos graves ou quando o socorro médico demora, o veneno pode ser fatal, segundo informações do portal ND Mais.
Ao encontrar qualquer serpente, a orientação oficial é não tentar capturá-la ou matá-la. Mantenha uma distância segura, isole a área e, se possível, prenda animais domésticos. Em seguida, entre em contato com órgãos especializados, como a Fujama (em Jaraguá do Sul), o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental da sua região.
Serpentes como a jararacuçu são atraídas para áreas urbanas principalmente em busca de alimento, como ratos. O acúmulo de materiais como lenha, telhas e entulhos pode criar abrigos ideais para esses animais, aumentando a chance de encontros, conforme alerta do biólogo Gilberto Ademar Duwe ao NSC Total.
O resgate da jararacuçu de grande porte em Jaraguá do Sul destaca a importância da convivência harmônica entre a fauna silvestre e as áreas urbanas. A ação rápida do morador e a resposta profissional da Fujama garantiram a segurança de todos e a devolução do animal à natureza, reforçando a necessidade de contatar especialistas ao encontrar animais silvestres.
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