Além do imóvel disputado com o jogador Richarlison, o advogado Willer Tomaz possui outras cinco propriedades em ilhas de Angra dos Reis (RJ). Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 4 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O advogado Willer Tomaz, envolvido em uma disputa judicial com o jogador Richarlison, possui outras cinco propriedades em ilhas de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A informação foi revelada por um levantamento em registros da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e cartórios, que vinculou os imóveis a empresas ligadas ao advogado. Atualizado em 31 de outubro de 2026.
Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. A descoberta do patrimônio adicional do advogado ocorre em meio à polêmica sobre a posse de um imóvel de luxo na Ilha Comprida, reivindicado tanto por Tomaz quanto por Richarlison.
Além da casa em disputa com o atacante, empresas ligadas a Willer Tomaz detêm outros cinco imóveis e uma participação em um sexto, totalizando um patrimônio registrado que ultrapassa R$ 40 milhões, segundo as fontes. A maioria das aquisições ocorreu entre 2021 e 2022. Os imóveis identificados são:
As compras dos imóveis por Tomaz coincidiram com um período de intensa atividade legislativa de seu amigo, o senador Flávio Bolsonaro, focada na região de Angra dos Reis. Em outubro de 2021, o senador apresentou um projeto de lei (PLP 157/2021) para criar uma Região Administrativa de Desenvolvimento Sustentável, que permitiria a municipalização de unidades de conservação, flexibilizando regras de exploração econômica.
No mesmo período, Flávio Bolsonaro atuou como relator da chamada "PEC das Praias" (PEC 3/2022) no Senado, uma proposta que abre caminho para a privatização de terrenos de marinha e ilhas pertencentes à União. As iniciativas legislativas estão alinhadas com a intenção declarada do então presidente Jair Bolsonaro, em 2019, de transformar Angra em uma "nova Cancún", conforme noticiado pelo G1.
A disputa que trouxe o caso à tona envolve um imóvel na Ilha Comprida. Richarlison alega ocupar a área desde 2020 e ter investido R$ 10 milhões no local através de sua empresa, a Sport 70. Ele acusa Flávio Bolsonaro de ter se aliado a Tomaz para tomar a propriedade após o jogador recusar uma oferta de venda.
Documentos da SPU mostram que o pedido de regularização feito pela empresa de Richarlison em setembro de 2021 não teve andamento. Em contraste, um pedido iniciado em maio de 2022 por uma empresa intermediária, a M Locadora de Veículos, foi processado com extrema rapidez. Em 11 de julho de 2022, a autorização para transferência foi emitida em menos de duas horas, permitindo que o imóvel fosse passado para a empresa de Tomaz, a WT Administração de Imóveis e Bens. A disparidade no tratamento dos processos é um dos pontos mais controversos do caso, que agora está sob análise do STF.
Willer Tomaz é um advogado que, junto ao senador Flávio Bolsonaro, é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele se tornou conhecido publicamente pela disputa judicial com o jogador Richarlison por um imóvel em Angra dos Reis (RJ).
De acordo com registros oficiais, empresas ligadas a Willer Tomaz possuem cinco propriedades em ilhas de Angra dos Reis, além do imóvel em disputa com Richarlison. Ele também detém uma participação de 25% em uma sexta casa na região.
Flávio Bolsonaro é amigo de Willer Tomaz e é investigado junto com ele no STF. As aquisições de ilhas por Tomaz ocorreram na mesma época em que o senador promovia projetos de lei no Senado para flexibilizar a exploração econômica e a privatização de áreas costeiras em Angra dos Reis.
A revelação de que o advogado Willer Tomaz possui um vasto patrimônio em ilhas de Angra dos Reis adiciona uma nova camada à disputa com Richarlison. A coincidência entre as aquisições e as propostas legislativas de Flávio Bolsonaro levanta questionamentos sobre a relação entre os negócios privados e a atuação política, enquanto a controvérsia sobre a celeridade dos processos na SPU aguarda um desfecho no Supremo Tribunal Federal.
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