Ministro do STF encerra investigação sobre ocultação de patrimônio do ex-deputado. Entenda a decisão, que seguiu parecer da PGR por falta de provas.
Olyvio Marques
Redação PULSE NEWS BRASIL · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito que investigava o ex-deputado federal Daniel Silveira por suspeita de ocultação de patrimônio. A decisão, tomada em 28 de outubro de 2026, acatou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para dar continuidade à apuração. Atualizado em 29 de outubro de 2026.
O Inquérito 4.928 foi aberto em 2023, após a Polícia Federal encontrar R$ 257.150 em espécie e quatro veículos na residência de Daniel Silveira durante o cumprimento de um mandado de prisão, conforme noticiado pela Veja. A PF suspeitava que o ex-parlamentar estivesse cometendo o crime de fraude à execução, ou seja, ocultando bens para evitar o pagamento de multas impostas em uma condenação anterior no STF.
Além da fraude, a investigação apurava possíveis crimes de lavagem de dinheiro e delitos tributários. A PF considerou que Silveira era o verdadeiro proprietário de três dos quatro veículos, embora estivessem registrados em nome de terceiros, segundo a mesma fonte.
Apesar das suspeitas levantadas pela Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República discordou da conclusão. Em sua manifestação, a PGR classificou como "frágil" o conjunto de provas para configurar a intenção de fraudar (dolo) e, principalmente, o "efetivo prejuízo" ao pagamento das multas, de acordo com a Revista Oeste.
A PGR detalhou sua análise para cada suspeita:
Para a PGR, as diligências, que incluíram quebras de sigilo e buscas, não trouxeram elementos que justificassem a continuidade da persecução penal.
Ao decidir pelo arquivamento, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que, segundo o entendimento do STF, cabe à PGR, como titular da ação penal, decidir sobre o oferecimento de uma denúncia ou o encerramento da investigação. "Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação", determinou Moraes, segundo a Veja.
Com o fim do inquérito, a defesa de Daniel Silveira solicitou a devolução dos R$ 257 mil apreendidos, com correção monetária, e a liberação de três veículos. A decisão de Moraes, no entanto, não tratou do destino dos bens, que permanecem retidos e dependem de um novo despacho judicial, conforme apurado pelo site Claudio Dantas.
O ex-deputado era investigado por suspeita de fraude à execução (ocultação de patrimônio para não pagar multas), lavagem de dinheiro e crimes tributários, após a apreensão de dinheiro e veículos em sua casa em fevereiro de 2023.
O inquérito foi arquivado porque a PGR considerou as provas insuficientes para comprovar a intenção de cometer os crimes e pediu o arquivamento. O ministro Alexandre de Moraes, seguindo o rito processual, acatou o parecer da Procuradoria.
A defesa do ex-deputado já solicitou a devolução, mas a decisão de arquivamento não determinou a restituição automática dos bens. A liberação do dinheiro e dos veículos ainda depende de uma nova decisão judicial.
A decisão de arquivar o inquérito contra Daniel Silveira ilustra a diferença entre as etapas de investigação policial e a avaliação do Ministério Público. Embora a PF tenha apontado indícios de crimes, a PGR, na qualidade de titular da ação penal, concluiu pela ausência de justa causa, parecer que foi homologado pelo STF, encerrando o caso por falta de provas robustas.
Ministro do STF também ordenou quebra de sigilos e suspensão de passaportes do advogado, investigado por lavagem de dinheiro e com ligações a Flávio Bolsonaro.
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