Ministro do STF também ordenou quebra de sigilos e suspensão de passaportes do advogado, investigado por lavagem de dinheiro e com ligações a Flávio Bolsonaro.
Olyvio Marques
Redação PULSE NEWS BRASIL · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado Willer Tomaz. A decisão, proferida nesta sexta-feira (23), também inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão de passaportes e a paralisação das atividades de todas as empresas ligadas a ele. Atualizado em 24 de outubro de 2026.
As medidas foram tomadas após a Polícia Federal (PF) descobrir que Willer Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, depois de ter sido alvo de busca e apreensão em agosto, no âmbito da Operação Sem Desconto, conforme noticiado pela Agência Brasil e outros veículos. Essa operação investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do INSS.
A investigação principal contra o advogado apura suspeitas de lavagem de dinheiro em operações relacionadas a apostas online, conhecidas como "bets". O bloqueio de R$ 6 bilhões abrange bens móveis, imóveis, aeronaves e embarcações, segundo fontes como Migalhas e Jornal do Brasil.
A ordem de quebra de sigilo afeta diversas empresas, incluindo a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados para efetivar os bloqueios, de acordo com a decisão do ministro.
Willer Tomaz é conhecido pela amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Embora o senador afirme que a relação é apenas pessoal e sem vínculos comerciais, a PF apura possíveis conexões financeiras entre os dois. Um dos focos da investigação é a suspeita de que Flávio Bolsonaro estaria cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária ligada à Alcazar, o que lhe daria acesso operacional, segundo reportagens da Folha de S.Paulo e CartaCapital. A defesa de ambos nega essa informação.
A defesa de Tomaz classificou as medidas como "desproporcionais" e afirmou que o valor do bloqueio é uma "cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio", criticando também o vazamento da decisão, que tramita sob sigilo.
O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado, incluindo imóveis, veículos, aeronaves e valores em contas bancárias.
Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em negócios envolvendo apostas online. Além disso, foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS.
Eles mantêm uma relação de amizade. A Polícia Federal, no entanto, investiga possíveis vínculos financeiros, incluindo a informação de que o senador teria sido cadastrado como "usuário master" em uma conta de empresa de Tomaz, o que é negado por ambos.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes representa um aprofundamento nas investigações contra Willer Tomaz, ampliando as restrições sobre seu patrimônio e atividades empresariais. As apurações continuam em andamento no STF para esclarecer as suspeitas de lavagem de dinheiro e a natureza de suas conexões financeiras, incluindo a relação com o senador Flávio Bolsonaro.
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