A pastora Sandra Menezes, condenada pelos atos de 8 de janeiro, deixou a prisão para cumprir pena em casa. Entenda as rígidas condições impostas por Moraes.
Olyvio Marques
Redação PULSE NEWS BRASIL · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A pastora Sandra Maria Menezes Chaves, condenada a 13 anos e meio de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, deixou a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, em São Paulo, na última segunda-feira (28), para cumprir a pena em regime domiciliar. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, impõe rígidas restrições, incluindo a proibição de frequentar cultos religiosos sem autorização prévia. Atualizado em 1 de outubro de 2026.
A progressão para o regime semiaberto com prisão domiciliar humanitária não significa liberdade. Conforme a decisão de Moraes, Sandra Menezes está submetida a uma série de condições rigorosas para continuar cumprindo a pena em casa. O descumprimento de qualquer uma delas pode resultar em seu retorno imediato ao presídio.
Esta não é a primeira vez que Sandra Menezes obtém o benefício da prisão domiciliar. Ela já havia deixado a penitenciária conhecida como Colmeia, no Distrito Federal, em agosto de 2023, após sete meses detida. Contudo, em 6 de junho de 2024, o ministro Alexandre de Moraes ordenou seu retorno ao regime fechado. A justificativa na época foi um "suposto risco de fuga", baseado em informações de que outros envolvidos nos atos estariam buscando refúgio em países vizinhos, como a Argentina.
Com 52 anos, Sandra Maria Menezes Chaves é moradora de São Paulo, assistente de enfermagem, cuidadora de idosos e pastora voluntária da Igreja Assembleia de Deus. Em reportagem de 2023, ela afirmou que foi a Brasília em 8 de janeiro para uma "passeata de oração" e que a principal prova usada em sua condenação foi uma foto sua orando "com as mãos ao céu" na área externa do Congresso. Durante o período em que esteve presa na Colmeia, ela fundou uma igreja dentro da ala para dar apoio espiritual a outras detentas.
Sandra Maria Menezes Chaves foi condenada pelo STF a uma pena de 13 anos e seis meses de prisão, além do pagamento de multa e indenização por danos morais coletivos, por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Não automaticamente. Segundo sua defesa, qualquer atividade externa, incluindo trabalho, estudo ou participação em cultos religiosos, exige uma solicitação formal e uma autorização prévia e específica do Supremo Tribunal Federal.
A concessão da prisão domiciliar à pastora Sandra Menezes marca uma nova fase no cumprimento de sua pena, mas a liberdade é vigiada e limitada. As severas restrições impostas pelo STF, especialmente a proibição de frequentar a igreja sem permissão, destacam a continuidade do controle judicial sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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